Após a abertura dos leitos, a luta pela efetivação para o futuro

Gustavo Milioli
Criciúma

Nos últimos meses, a saúde pública, sobretudo a infantil, foi um dos temas mais visados em Santa Catarina. Diante da escalada das síndromes respiratórias, as vagas em Unidades de Terapia Intensiva (UTIs) ficaram cada vez mais escassas até o Estado atingir a superlotação total. O período conturbado parece ter ficado para trás, com a abertura de 121 leitos infantis em hospitais catarinenses. Agora, a batalha é pela manutenção dos espaços para o próximo ano. Afinal de contas, o inverno terminou na última quinta-feira, mas já tem data marcada para retornar em 2023.

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Ontem, o Governo do Estado comemorou os 43 dias sem crianças aguardando na fila
por vagas em UTIs pediátricas ou neonatais. De acordo com a Secretaria de Estado da Saúde (SES), a manutenção dos leitos inaugurados recentemente está confirmada até o final deste ano, mas as tratativas com o Ministério da Saúde pela efetivação já começaram. Enquanto isso, há um apelo dos municípios pela concretização do acordo.

Desde a decretação de emergência, no dia 3 de junho, a SES tem estruturado junto às unidades hospitalares um aumento na oferta de leitos e mais investimentos no Sistema Único de Saúde (SUS). O total de repasse aos municípios soma R$ 150 milhões. Até o momento, já foram ativados mais 121 leitos infantis, divididos entre UTIs e leitos de
enfermaria. Essas estruturas já instaladas estão à disposição da Central de Regulação e tem permitido que os pacientes sejam absorvidos pela rede de atendimento de forma imediata, não havendo a necessidade de espera.

Maus bocados
Para que na próxima temporada de inverno a região não volte a sofrer pelo mesmo problema, os representantes regionais aguardam pela confirmação da continuidade dos leitos abertos de junho para cá. Com a ampliação da rede, Santa Catarina chegou aos 341 leitos de UTI ativos para atendimento de pacientes infantis. O Sul do Estado, com o
Hospital Materno Infantil Santa Catarina (HMISC), por ter sido uma das regiões mais impactadas com a sobrecarga de atendimento, passou por uma atuação diferenciada, com a instalação de estruturas extras.

Leia a matéria completa na edição desta terça-feira, 27, do jornal impresso Tribuna de Notícias.

 

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