Gustavo Milioli
Criciúma
Os profissionais de enfermagem de Criciúma e região irão cruzar os braços nesta quarta-feira, 21. A paralisação terá início às 6h30 e deve durar 24 horas, como uma nova resposta da classe ao veto do novo piso salarial pelo Supremo Tribunal Federal (STF).
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Uma mobilização está marcada para as 8h de hoje, na Praça Nereu Ramos. “O protesto
vai acontecer em todo o Brasil, e em Criciúma não será diferente. Vamos manter os serviços essenciais, com 100% nas emergências e nas UTIs. Nos demais setores, apenas 30% do efetivo continuará o serviço”, explica Cleber Cândido, presidente do Sindicato dos Trabalhadores em Estabelecimentos de Saúde de Criciúma e Região (Sindisaúde). No centro da cidade, os profissionais se manifestarão com faixas, cartazes e carro de som.
Os mais prejudicados pelo veto vêm de baixo
Quem está encabeçando o movimento são os trabalhadores da categoria sem o diploma de ensino superior, como técnicos, auxiliares e parteiras dos hospitais locais. “Na região, os enfermeiros com graduação já recebem acima do piso nacional. Esses são os trabalhadores que seriam realmente beneficiados com o novo piso”, destaca.
O líder sindicalista relembrou que a aprovação do reajuste foi fruto de uma batalha de décadas da classe, e que os profissionais não descansarão diante da negativa do STF. “O nosso sentimento é de indignação. Depois de muito esforço, conseguimos convencer o Congresso Nacional e o Governo a aprovarem a lei, mas o STF, provocado pela classe patronal, vetou. A gente entende que é o momento de pressionarmos.




