Comemorado neste dia 28 de agosto, o Dia da Avicultura tem como propósito, homenagear aqueles que se dedicam a prática. A criação e produção de aves, com o propósito principal de obter carne e ovos, seja para consumo próprio ou comercialização, vêm ganhando grande destaque. Segundo dados da Associação Catarinense de Avicultura (Acav), já existem aproximadamente 12 mil integrados e cooperados somente no Estado.
“Os indicadores de hoje, são extremamente positivos. Há quatro anos, o segmento da avicultura havia passada por uma fase difícil, devido ao fechamento de mercados. Mas logo após, conseguimos trazer uma boa retomada, impulsionada também pela tecnologia no campo”, destaca Jorge Luiz de Lima, gerente executivo da Acav.
Roberto César Viola, de 42 anos, trabalha no ramo desde 2002 e destaca já ter passado por inúmeras dificuldades na profissão. Ele, que havia mais de um galpão para a produção de granja, precisou ficar com apenas uma. Hoje, o produtor de Siderópolis monitora cerca de 30 mil frangos de corte e trabalha no sistema de integração com uma empresa de Forquilhinha.
“Mas, mesmo já tendo passado por situações que deram vontade de desistir, não consigo me ver longe da avicultura. É um vício e um ciclo muito difícil de encerrar. Quem começar a trabalhar com isso, dificilmente saí do ramo. Nos dedicamos 24 horas por dia, sem nenhuma data de pausa, porém, estamos sempre ali, fazendo com amor”, diz Viola.
O avicultor ingressou no ramo por influência do pai. Na época, Viola era funcionário de uma empresa do mercado produtivo de aves e decidiu que aplicaria todo seu conhecimento, no negócio da família. Ele só tinha 18 anos, mas acreditou na capacidade própria para encarar o desafio.
“Eu já trabalhava com isso, mas era muito diferente. As responsabilidades eram menores. Mesmo assim, decidir encarar o trabalho com meu pai e logo depois, conheci minha esposa, que também entrou no ramo”, comemora o avicultor.
Assim como Viola, Valmor Maccarri, de 60 anos, também decidiu largar tudo para viver da avicultura. Morador de Lauro Muller, já apostou na ampliação e modernização dos seus aviários. Atualmente, ele conta com três pontos, o qual monitora 135 mil aves de corte.
“Se formos descrever a avicultura, é um ramo da zootecnia dedicado a criação de aves para a produção de alimentos, em especial carne e ovos. Mas eu vejo, além disso. É uma profissão que nos proporciona oportunidade de crescimento. Eu construí meu primeiro aviário em 2002, em 2005 o segundo, em 2009 consegui ampliar os dois e em 2012, levantei um Aviário Dark”, conta Maccari.
Dentro das melhorias já vividas e proporcionadas com o passar dos tempos para a profissão, está a tecnologia. “Hoje, a modernização facilita muito no desenvolvimento da atividade. De manual para semiautomático e agora, já trabalhamos com equipamentos que proporcionam uma prática automática”, explica o avicultor.
Maccari, que também trabalha dentro do sistema de integração para uma empresa de Forquilhinha, investiu fortemente em uma melhora do processo de aquecimento. Segundo ele, a qualidade final do produto está tendo um resultado 100% melhor.
“A genética do frango também, a forma de consumo de aviários, são muito diferentes do que anos atrás”, disse o avicultor. “Querendo ou não, trás um entusiasmo a mais para a gente trabalhar e investir. É um ciclo permanente, mas a gente adquire um carinho e amor pela profissão que não tem como descrever”, conclui Maccari.




