Gustavo Milioli
Criciúma
Mesmo diante da dificuldade, a criciumense Aline Ronchi não perdeu o bom humor. Moradora do bairro Sangão, ela teve a casa invadida por mais de um metro de água e
conseguiu salvar poucos bens. Preferiu continuar no próprio lar, alojando-se na garagem, situada em um local mais alto do terreno.
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Desalojados
Cataler e outras 50 famílias de Criciúma precisam sair de casa ontem em decorrência das fortes chuvas dos últimos dias. A grande maioria, moradoras dos bairros Sangão, Vila Francesa, Imperatriz, Vila Macarini, Vila Isabel e Cristo Redentor. Quem não conseguiu
ir para a residência de familiares ou amigos, foi direcionado ao Ginásio Municipal Walmir Orsi, no bairro São Luiz.
“Esqueci de pegar a bota, agora estou com frio nos pés”, graceja o costureiro. “Enquanto não conseguir voltar para casa, não vou poder voltar a trabalhar. Minhas coisas todas ficaram lá”, relata Cataler, que viveu durante a vida toda no bairro. Ele acordou às 3h de ontem e desde então, não dormiu mais. “Construí a minha casa ao lado de onde minha mãe morava antes de falecer. Já aconteceu de entrar água nas outras chuvas, mas nunca precisei sair assim. Não faço ideia do que vou encontrar quando voltar”, externa.
Do campo de futebol localizado no terreno de trás, era possível enxergar apenas o
travessão, as telhas do banco de reserva e a ponta dos alambrados. O rio Sangão foi um dos que mais trouxe prejuízos à região. Não à toa, das cinco famílias que estavam desabrigadas que estavam no Ginásio Walmir Orsi na tarde de ontem, todas eram do bairro.
Leia a matéria completa na edição desta quinta-feira, 11 do jornal impresso Tribuna de Notícias.




