Tiago Monte
Muriaé/MG
Pasmo. Assim ficou o técnico Cláudio Tencati com a decisão do árbitro Douglas Marques das Flores em não revisar o lance do gol anulado de Lohan contra a Tombense. Para o comandante carvoeiro, o atacante não teve a intenção de empurrar o zagueiro do time mineiro. “Existe uma mão próxima, que é normal, mas não há o movimento do braço de empurrar. A imagem mostra isso. Eu só fiquei um pouco pasmo de o árbitro nem vim ver o VAR. Se ele vem analisar o VAR, pega em câmera lenta, talvez ele iria ver esse movimento que o Lohan não empurra. Ele tem o contato, mas não o suficiente para empurrar e deslocar o jogador. Porém, ele não quis nem ver o VAR, que disse para ele que houve o empurrão. Paciência, né? Fazer o quê?”, diz Tencati.
O treinador acredita que o Criciúma não teve um primeiro tempo tão abaixo do normal e acabou levando o gol por desatenção. “É um ponto de vista e sentimento de cada um. Foi abaixo o primeiro tempo, mas são ainda sete finalizações do Criciúma contra quatro do Tombense. Eles fizeram o Gustavo trabalhar quantas vezes? Só no gol. E onde nós falhamos. Então, o Criciúma talvez não fez o primeiro tempo na proporção que está acostumado a fazer: um jogo mais organizado, cair em pé, como foi o segundo tempo, mas a gente sabe que ainda a equipe procurou jogar, criou algumas opções”, detalha.
Tencati acredita que o Tigre não merecia perder o jogo. “Sofreu um gol no final do primeiro tempo, terminando, daí é um grande balde d’água, porque estávamos pensando em algumas coisas, mudanças no intervalo, e sofremos o gol. Mas mesmo assim reagimos, fomos melhores no segundo tempo, imprimimos um ritmo, que é o que eu queria: pé em pé. Criou inúmeras situações, mas não conseguiu concluir. Foi uma dó porque também não merecia perder, pela proporção que criou no segundo tempo”, pontua.
O treinador explicou a decisão de começar o jogo, mais uma vez, com Caio Dantas, ao invés de Lohan. “É simples: o Lohan está vindo para a terceira partida depois da lesão. O Lohan voltou contra o Vasco, não era nem para ter voltado, mas a gente acelerou. Eu até cobrei muito do pessoal, internamente, porque tinha que voltar. Ele saiu para jogar com o time de Brusque, do Carlos Renaux, voltou para casa, de novo, com um pouco mais de desgaste. Cansaço. Entrou no segundo tempo, conseguimos fazer o gol, com um belo momento dele, mas ele não suportaria 90 minutos. Então, o Lohan tem a carga dele de 45 minutos mais 10 ou 15. Por isso, que optamos pelo Caio. Não adiantava nada, por exemplo, eu colocar o Caio no banco, hoje, jogar o Lohan e eu iria ter que fazer essa substituição. Se não desse certo, eu mataria, de imediato, mais uma vez o Caio (Dantas) e, ao mesmo tempo, eu poderia ter um prejuízo com o Caio pela sequência”, detalha.
Porém, agora, o treinador deixa no ar a possibilidade de mudança no comando de ataque do Criciúma. “Nós analisamos que era uma grande oportunidade para o Caio, em virtude de ser um jogo fora de casa, onde tem uma cobrança menor, e ele joga mais solto. O contexto não favoreceu? Não favoreceu. Paciência. Então, vamos dar moral para ele, confiar, e, agora, fica para as próximas rodadas as decisões se começa com o Lohan ou outra opção e vamos trabalhando o emocional do Caio para ele recuperar. É bom jogador”, finaliza.




