Reajuste de servidores esquenta briga entre executivo e Legislativo

Nova Veneza

O prefeito de Nova Veneza Rogério Frigo encaminhou para a Câmara de Vereadores o Projeto de Lei para o reajuste dos servidores. A proposta apresentada pela Administração Municipal é de 15,61%. A Câmara de Vereadores informou que irá devolver o projeto e sugere que seja dado aumento de 22,50%. Os servidores estão tentando ainda negociar com o Executivo para tentar um percentual maior.

Para o presidente da Câmara de Vereadores de Nova Veneza o valor apresentado pelo executivo não acompanha o período da inflação do Brasil, e por isso está sugerindo que o executivo reformule o projeto, com aumento de 22,5%. “Nós vamos lutar pelos funcionários, é um direito deles esse reajuste. Precisamos fazer com que a lei seja cumprida, pois essa é a nossa função. E isso não está acontecendo com relação ao aumento dos salários. Queremos a valorização dos servidores e dar a eles o que é de direito, como o Fundeb e o aumento com base no INPC”, afirmou o presidente.

Já o prefeito de Nova Veneza Rogério Frigo disse que não vai conseguir reajustar os salários dos servidores acima dom índice que já apresentou para aprovação na Câmara, que é de 15,61%. Segundo ele, um percentual maior do que o já oferecido vai inviabilizar a administração, pois vai passar os percentuais da folha. “Se a Câmara devolver o projeto será reencaminhado novamente com os mesmos percentuais”, destacou o prefeito.

Posição do sindicato

A presidente do Sindicato dos Servidores Públicos Municipal (Sinserp), Jucélia Vargas, que também atende o município de Nova Veneza, relata que os servidores rejeitaram os valores apresentados pela administração em Assembleia realizada pela categoria. “O prefeito está usando a desculpa da Lei 173, que autorizou os executivos a não dar aumento durante a pandemia, só que a arrecadação aumentou, os impostos a serem pagos aumentaram e somente o salário ficou congelado”, explica Jucélia.

Segundo ela, muitas demandas dos servidores não foram atendidas como o concede o piso salarial aos professores que ainda não ganham o piso, o que é um direito. Mas não apresenta reajuste proporcional aos profissionais de carreira que ganham acima do piso, desvalorizando os profissionais de carreira. Também apresenta benefícios ilegais, como abonos precários, que não dão segurança nenhuma ao servidor, podendo ser retirados a qualquer momento e também não incorporam para o cálculo da aposentadoria.

Jucélia conta que a luta dos servidores neste ano está bem intensa como a participação nas sessões da Câmara de Vereadores e panfletagem feita na cidade mostrando o descaso do prefeito. “Estamos sem receber reajuste desde 2019 e agora nem a inflação acumulada destes anos não estão querendo repassar”, pontuou.

Mesma situação é registrada em Urussanga

Os servidores de Urussanga estão passando por situação semelhante quanto ao reajuste dos salários oferecidos pela administração. De acordo com o projeto enviado pera a Câmara de Vereadores, será concedido, a título de revisão geral anual sobre as remunerações, salários, proventos e pensões dos servidores ativos e inativos dos Poderes Executivo e Legislativo, dos servidores do Serviço Autônomo Municipal de Água e Esgoto – SAMAE o percentual de 15,61% (quinze vírgula sessenta e um por cento), a incidir a partir de 1º de maio de 2022.

O projeto enviado pelo prefeito Jair Nandi ainda está tramitando nas Comissões da Câmara, sem ser levado a plenário com regime de urgência. Os servidores entraram em contato com os vereadores e pediram para não votarem o projeto, enquanto tentam abrir negociação com o Executivo. Hoje, a direção do sindicato vai mais uma vez tentar falar com a Administração Municipal. Jucélia informou que em Urussanga existe a possibilidade de paralisação a partir de segunda-feira.

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