Dia do Metalúgico: visão positiva sobre o futuro

Erik Borges/Tribuna de Notícias
Nova Veneza

Outro sindicato empresarial atuante é o Sindicato das Indústrias Metalúrgica Mecânicas e do Material Elétrico de Caravaggio (Simec), que foi fundado em 1994 e conta com 26 empresas associadas. “O empreendedorismo sempre esteve ligado aos nossos antepassados que iniciaram a ferro e fogo a o setor”, diz Ney Milanez, presidente do Simec.

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O setor mantém uma visão positiva sobre o futuro. “Foi mantida a estabilidade do setor na região“, destaca Milanez. Com relação ao meio ambiente, o sindicato realiza ações com a Fundação de Meio Ambiente de Nova Veneza. Além disso, na semana da integração e segurança do trabalho, os colaboradores são convidados para palestras.

O município de Nova Veneza conta com cerca de 2,5 mil empregos gerados no segmento metalúrgico. No município são fundidas três mil toneladas por mês de ferro, aço e alumínio. Além disso, as empresas geraram 258 milhões de reais para o Produto Interno Bruto (PIB) de Nova Veneza no ano passado.

Isso representa 26% do PIB do município. O setor está localizado praticamente 90% no distrito de Caravaggio. “O polo é o distrito de Caravaggio”, explica Élzio Milanez, vice-prefeito de Nova Veneza e responsável pela pasta de Desenvolvimento Econômico do município.

Terceiro parque industrial

O município planeja construir um terceiro parque industrial para poder comportar mais empresas. “Estamos finalizando o Plano Diretor e pensando no terceiro parque, que será misto. Onde tem a possibilidade de implantar o parque industrial e manter, a uma certa distância, a questão das residências. Está sendo pensado no Plano Diretor, que será concluído até o meio do ano”, acrescenta Milanez.

Vagas abertas nas empresas

O metal mecânico do Caravaggio gera em torno de 2,5 mil empregos, mas muitos desses vêm de fora da cidade. “Não são todos moradores de Nova Veneza. São muitos de Criciúma, principalmente, Forquilhinha, que é um município próximo da gente, Siderópolis também”, revela Milanez.

Ele conta que há um problema sério de falta de mão de obra. “O nosso faturamento do primeiro trimestre teve uma queda, ante a nossa expectativa e possibilidade, pois existiam máquinas, matérias-primas, demanda e encomenda, da ordem de 10 a 15%. Isso devido única e exclusivamente à falta de mão de obra”, diz Moisés Spillere, gerente financeiro da Metalúrgica Spillere.

Especializações

Com a evolução do mercado metal mecânico, os trabalhadores precisam de muita especialização e conhecimento para operar as máquinas, que tem alto desenvolvimento tecnológico. Por isso, a prefeitura de Nova Veneza acertou uma parceria com o Senai para ministrar cursos. “Estamos fazendo uma parceria com o Senai, em julho, agosto e setembro, principalmente no setor de CNC e solda, que é uma grande dificuldade que o nosso mercado metalmecânico tem de encontrar mão de obra especializada. Então, o município vai trazer o Senai para cá, em um curso de três meses, onde a gente vai fazer os dois cursos”, diz o vice-prefeito.

A iniciativa busca atrair também os jovens, que não procuram as vagas abertas no setor. “A gente está provocando muito eles com isso. Inclusive, agora estamos promovendo o Jovem Aprendiz, junto com a Abadeus. Esses cursos de especialização vão acontecer com bastante frequência para alimentar o grande pedido do nosso empresário: afinal de contas, é ele que gera renda e sustenta o município”, pontua Milanez.

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