Tiago Monte
Criciúma
O ano de 2021 se encerrou com um saldo positivo de mais de 11 mil contratações formais nos municípios das regiões Carbonífera (Amrec) e do Extremo Sul (Amesc). Conforme dados do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged) divulgados ontem, dia 31, pelo Ministério da Economia, os 27 municípios que compõem as duas associações, no Sul Catarinense, geraram 11.610 vagas de emprego em todo o ano passado.
O setor que lidera a geração é a indústria, seguida de serviços. A terceira colocação fica com o comércio. “A região, como um todo, é mais industrial. Se for analisar há cinco ou 10 anos ,a participação da indústria era muito maior. Então, o setor de serviços vem crescendo. Em termos de valor adicionado, é um pouco menor, mas está muito perto da indústria. O setor de serviços, daqui uns cinco anos, será o principal setor”, explica o economista e professor da Universidade do Extremo Sul Catarinense (Unesc), Thiago Fabris.
Para o professor, a indústria seguirá tendo participação na economia, mas os serviços liderarão a geração de empregos. “Dá para tirar pelos principais polos, como Criciúma, que puxam isso. A indústria vai continuar tendo participação na economia. O que é muito bom. Mas o setor de serviços vai passar”, diz.
O setor terciário, também conhecido como setor de serviços, é aquele que engloba as atividades de serviços e comércio de produtos. É um dos três setores da economia, os outros sendo o setor primário (agricultura, extração mineral, etc.) e o setor secundário (industrialização). Os serviços são definidos na literatura econômica moderna como “bens intangíveis”. São integrantes do setor de serviços, o turismo, bancos, restaurantes, hospitais, consultorias, corretagem de imóveis e serviços públicos, por exemplo.
O comércio apresenta muita força quando a indústria também é forte. “Vamos pegar Içara, por exemplo, que é bem forte. Criciúma é maior, claro, mas a participação de Içara acaba gerando bastante. O comércio é sempre forte, principalmente se tiver um setor industrial forte. As coisas acabam ficando agregadas e caminham nessa direção”, explica Fabris.
*A matéria completa você confere no jornal Tribuna de Notícias desta terça-feira




