Voando pela vida: Serviço Aeromédico faz a diferença no Sul do Estado

Agilidade durante a logística dos atendimentos é fundamental para garantir a saúde dos pacientes. Em pouco mais de seis meses, Saer/Sarasul recebeu 121 chamados

Foto: Divulgação
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Criciúma

Voar pela vida. Esse é o lema do Serviço de Atendimento e Resgate Aeromédico do Sul (Saer/ Sarasul), implantado desde dezembro no Sul de Santa Catarina. De lá para cá, o projeto tem atuado em ocorrências que envolvem a saúde da população Sul Catarinense. Somente neste ano, em pouco mais de seis meses, 121 chamados foram registrados pela equipe médica, que conta com 14 profissionais, entre médicos, enfermeiros e uma farmacêutica.

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Os principais atendimentos estão ligados a acidentes graves de trânsito, transferências de pacientes, infarto agudo, acidente vascular cerebral (AVC), afogamento, parada cardíaca e politraumas. “Sabemos que nos protocolos de atendimento ao crítico, o atendimento ágil, um diagnóstico precoce e medidas de reanimação na primeira hora (Golden Hour), melhoram significativamente as chances do paciente e diminuem drasticamente o tempo de internação hospitalar (UTI e enfermaria)”, explica o coordenador médico do Saer/Sarasul, José Nixon Batista.

Com a agilidade e rapidez da aeronave, é possível que o Saer/Sarasul atenda em poucos minutos, diversas ocorrências. “É um serviço que faz toda a diferença no desfecho final aos pacientes críticos. Com isso, gera satisfação da população e economia aos cofres dos gestores, pois o custo para tratar as sequelas são sempre muito superiores”, enfatiza Nixon. “A gente conta que o serviço perenize na região Sul de Santa Catarina, pois tempo é ouro, tempo é vida”, completa.

A implantação do Saer/Sarasul

O delegado do Saer, Gilberto Mondini, está presente desde o início, quando o projeto ainda estava no papel. “O Saer existe desde 2004, em Florianópolis e, posteriormente em 2014, nós montamos uma segunda base na cidade de Chapecó e lá, desde 2015, funciona o Aeromédico. Ocorre que em 2016, a nossa base da Capital foi transferida para Criciúma, para atender toda a região Sul de Santa Catarina na parte policial. Nós já tínhamos o exemplo de Chapecó, que funcionava o policial e o médico na mesma aeronave, a ideia foi implementar o serviço aqui na região”, explica.

Em 2016, foi criado um grupo para debater sobre a viabilidade do Sael/Sarasul, liberado pelo então vereador Tita Beloli. “Montamos uma comissão com várias pessoas ligadas à área de saúde, segurança e algumas entidades para que nos ajudassem a implementar o Serviço Aeromédico. Devido ao trabalho, conseguimos levar esse pleito à Amrec e, desde de dezembro de 2020, conseguimos implantar o projeto”, acrescenta Mondini.

Para Mondini, o principal diferencial do Saer/ Sarasul, “é levar no local do evento um médico e equipamentos semelhantes ao de uma UTI”. “É isso o que faz toda a diferença na vida das pessoas. Porque em qualquer outra situação, esse paciente é abordado por uma ambulância dos bombeiros ou do Samu, e é encaminhado ao hospital. Sendo que, a Aeronave já leva uma UTI no local do atendimento e lá já começa o tratamento. Não precisa ir até o hospital de forma rápida”, enfatiza.

Desde a saída da base, até o procedimento in loco, todos os segundos são determinantes para a saúde do paciente. “Após todos os atendimentos pré-hospitalares que fizemos, a gente já vai salvar a vida daquela pessoa e, até mesmo, minimizar sequelas. A partir do momento que a pessoa está medicada e estabilizada, a gente leva a um hospital de referência. Aqui na nossa região é o Hospital São José de Criciúma, ou o Hospital Nossa Senhora da Conceição, de Tubarão”, comenta Mondini.

Cidades longínquas

A equipe fica na base do Saer/Sarasul, diariamente, das 7h às 19h, com médico, enfermeiro e todos os equipamentos e medicamentos semelhantes a uma Unidade de Terapia Intensiva (UTI) à disposição.

“Geralmente, as pessoas que sentem algum desconforto procuram unidades de saúde, principalmente, em cidades menores, mais longínquas. Só que se a pessoa tiver sofrendo um infarto ou, até mesmo, um AVC, ela tem um tempo para que seja feito um procedimento. Nesse período, se ela fizer o procedimento, ela volta a ter uma vida normal, sem nenhum tipo de sequela, só que muitas vezes essa pessoa está em Praia Grande, Turvo, Timbé do Sul, cidades muito distantes. Então, o emprego da Aeronave é fundamental para que o paciente consiga chegar dentro de quatro horas em um hospital”, finaliza o delegado do Saer.

Atendimentos prestados neste ano

Neste ano, 121 ocorrências foram atendidas pela equipe do Saer/Sarasul. Dessas, foram 21 em janeiro, 15 em fevereiro e 23 em março. Em abril, também foram 23 ocorrências, já em junho foram 14 e 15 em julho, até este momento. Por região, a distribuição dos atendimentos ficou da seguinte forma: em Laguna (Amurel), 33; Carbonífera (Amrec), 55; Extremo Sul (Amesc), 31; e outras, duas.

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