Treviso: Rua Coberta deve ser inaugurada nesse ano

Nova atração turística de Treviso pode ter as obras iniciadas no final deste mês. Conclusão é prevista para até quatro meses


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Tiago Monte

Treviso

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A Região Carbonífera ganhará mais um ponto turístico ainda nesse ano. A Rua Coberta de Treviso deve sair do papel em breve e ser liberada ao público no final de 2021. “Ela (Rua) está em processo de licitação. Tivemos a autorização no dia 30 de junho e temos 60 dias para selecionar a proposta vencedora. Então, nós devemos, na semana do dia 23 a 27, fazer a abertura e, não tendo imbróglios jurídicos e que tudo se realize da melhor forma possível, tem o prazo para a homologação. A partir daí, vai ser dada a ordem para início da obra”, explica o secretário de Planejamento de Treviso, Ernany Moreti.

Assim, a expectativa é que a obra inicie ainda em agosto. O prazo para conclusão é de quatro meses. Já há um planejamento da prefeitura para inaugurar o ponto turístico junto com as comemorações de Natal. “Pretendemos que seja ainda em dezembro desse ano. Até porque, o motivo disso é a comemoração de Natal”, explica Moreti.

Junto com a Rua Coberta, será feita a entrega de uma outra obra também na Praça Cavaleiro Benjamin Scussel. “Nós vamos fazer a troca do pavimento de petit-pave e contrapiso por paver. Faremos a entrega da Rua Coberta, deste novo pavimento, o acender das luzes de Natal e as comemorações de 130 anos da colonização italiana. Claro que, tudo isso, se a questão sanitária estiver bem resolvida e possa ser feito algum evento com público. Mas, mesmo que não se possa fazer evento com público, nós pretendemos fazer a entrega das obras”, garante o secretário. Os recursos para as obras são distintos.

Melhorias para o comércio local

A obra levará benefícios para o comércio local, pois a intenção é ter uma reunião de pessoas na Rua Coberta, principalmente aos finais de semana. “A ideia é que a rua fique fechada, no final de semana, e que se possibilite montar palco com atrações musicais, mesas e cadeiras. Ali, famílias e os jovens, vão se encontrar. Queremos ter sinal de Wi-Fi também para que as pessoas fiquem ali. Todo o comércio do entorno será beneficiado”, explica o Secretário.

O trânsito de veículos no entorno da praça será discutido em breve. “A questão de mobilidade, se os carros vão circular em duas vias ou mão única, se vai ter mais estacionamento, é uma discussão seguinte. Essa é a intervenção na praça propriamente dita, não vai ter intervenção no fluxo do entorno. Isso é uma discussão à parte que vai acontecer em um momento mais oportuno. Até porque nós estamos desenvolvendo o plano de mobilidade urbana da cidade também”, detalha Moreti.

Já há o planejamento de realizar diversos eventos na Rua Coberta. “A feira dos produtores rurais acontece em local inapropriado. Então, eles terão essa área coberta para isso. Como estamos tendo a vacinação drive-thru, poderão usar o espaço para esse tipo de necessidade. Eventos de escolas: sete de setembro poderá ser feito ali. Seja pelo calor do sol ou uma eventual chuva. Festas do município poderão ser ali, pois é uma área com quase 50 metros de extensão. Não vai ter a necessidade de colocar lonas ou pirâmides. Só monta o palco e faz o show”, explica o secretário.

Espaço de convivência para ciclistas

Nos finais de semana, Treviso serve como parada de ciclistas que seguem rumo a Bom Jardim da Serra. Desta forma, a Rua Coberta servirá para descanso dos esportistas. “Essa é a intenção: nós já temos um fluxo bem interessante, por exemplo, de ciclistas que saem de Criciúma e Içara e vão para Bom Jardim da Serra. Eles param aqui em Treviso para descansar ou fazer um lanche. Então, eles terão ali bicicletário e conforto para um descanso e depois seguir viagem. Todas as semanas já acontece isso, mas sem conforto”, comenta Moreti. “É um local para eventos culturais e comerciais de toda a ordem”, pontua.

 Esclarecimentos na Câmara de Vereadores

Nesta semana, Moreti esteve no Legislativo de Treviso para apresentar o projeto aos vereadores. Ele estava acompanhado pela arquiteta e urbanista, que integra a equipe responsável pela obra, Camila Perito.

O vereador Nelson Levati (PP) questionou os motivos pelos quais o Executivo alterou o local da obra, inicialmente planejada para a área do comércio local, e pediu informações sobre a aplicação do recurso. “O montante de aproximadamente R$ 718 mil, destinado por meio de uma emenda parlamentar da deputada Geovânia de Sá, está disponível desde 2019 e o projeto criado na época não foi aprovado pela Caixa Econômica Federal (CEF). Além disso, com o aumento dos insumos para a construção, o projeto não poderia ser executado”, diz Moreti.

O secretário detalhou os motivos que fizeram a CEF não aprovar o projeto original. “Eram simplesmente pilares secos e simples com um telhado. Não tinha preocupação com pavimento, não estava explicado se ia continuar servindo de garagem para os carros, não foi explicado se seria só para circular e estacionar, se seria fechado para colocar mesa para o comércio e houve manifestação que atrapalharia a fachada do comércio. Tiveram várias situações que não foram explicadas e a Caixa Econômica simplesmente não aprovou o projeto que estava lá. Nós tínhamos que apresentar outra alternativa e a data limite era 30 de junho deste ano”, finaliza.

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