Semana do Idoso evidencia bem-estar e atenção à terceira idade

Em Criciúma, ações em alusão ao período focam em atividades como artesanato, bingos e aulas de dança

Foto: Divulgação

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Geórgia Gava

Criciúma

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Após construir uma vida repleta de desafios, aprendizados e conquistas, demos boas-vindas à terceira idade – conhecida por muitos, inclusive, como a melhor fase do ser humano. Embora boa parte da população considere o período de descobertas e superações, ainda assim, é necessário voltar às atenções ao cuidado e à saúde das pessoas acima de 60 anos. Sobretudo, nesta semana, onde os olhares estão atentos à importância da valorização dos idosos.

Durante a pandemia da Covid-19, com a obrigatoriedade do isolomento social e a prevalência da doença em idosos, as preocupações se voltaram para a saúde física e psicológica dessa população. Os índices de violência doméstica praticados contra pessoas acima de 60 anos nesse período também cresceu expressivamente, o que reforça o alerta sobre a importância da conscientização e, principalmente, da prevenção dos crimes.

Em Criciúma, a Associação Feminina de Assistência Social (Afasc) realiza uma série de atividades voltadas aos idosos. No Centro de Convivência da Terceira Idade, além das ações habituais, como oficina de ritmos, artesanato, treinamento funcional e jogos de memória, a entidade promove um campeonato de canastra. Mas, o principal evento está marcado para esta próxima sexta-feira, quando haverá um bingo.

Foco na fiscalização das entidades

No município, também há o Conselho de Direitos do Idoso, que foca na fiscalização das entidades que prestam serviço à terceira idade de Criciúma. Em paralelo, também são realizadas ações com foco no bem-estar dessas pessoas, com estímulos à prática de exercícios físicos, cultura, educação e autoestima.

“É um período festivo estabelecido no calendário, onde planejamos atividades especiais. Mas tanto as entidades quanto o Conselho trabalham com foco no bem-estar dos idosos, procurando sempre inovar e melhorar. É uma preocupação constante, todos os dias, o ano todo”, comenta a presidente do Conselho Municipal de Direitos do Idoso de Criciúma, Nair Medeiros Goularti.

A intenção do Conselho é contratar uma empresa para analisar o público-alvo em Criciúma e, assim, traçar o perfil do idoso que vive no município. “Queremos esses dados para termos subsídios para encaminhar propostas de melhorias nos serviços locais mais necessitados. Estou fazendo orçamento para contratar uma empresa para realizar esse diagnóstico”, acrescenta Nair.

Como funciona a atuação

Hoje, o Conselho Municipal foca, principalmente, na fiscalização das entidades que prestam serviço aos idosos. “Verificamos se elas têm equipe necessária para o atendimento e se as instalações são adequadas, por exemplo”, acrescenta Nair. “Temos a Afasc e o Serviço de Convivência e Fortalecimento de Vínculos para Idosos. Na Sociedade Cultural Cruzeiro do Sul, tem o Projeto Musicalização, que a gente chama de trabalho de prevenção”, completa.

O Hospital São José também realiza projetos e captação de recursos para melhor atender os idosos. “Parte dessa verba fica para o Fundo do Idoso, que é revertido em ações do Conselho e também para editais que buscam contemplar projetos de outras entidades que estão inscritas na entidade”, explica Nair.

Com capacidade para 70 pessoas, o Asilo São Vicente de Paulo também faz projetos para captação de recursos e, atualmente, amplia suas instalações. Outra Instituição de Longa Permanência para Idosos (ILIPs), sem fins lucrativos, é a Associação Rede viva, com limite máximo de 20 acolhidos.

“Depois temos as instituições com fins lucrativos, que são a Associação Casa Lar Especial Valentes de Davi, Lar de Auxílio aos Idosos Feistauer e Lar Geriátrico Crispim LTDA”, finaliza a presidente do Conselho.

Prevenção à violência

Desde o início da pandemia, as denúncias de violência têm aumentado significativamente. “Infelizmente, a realidade de Criciúma não se difere do contexto do Brasil. A gente tem uma grande parcela da população que sofre violência e, a maioria, é praticada por alguém da família. O filho que deveria ofertar proteção ao idoso na velhice, ele mesmo que acaba cometendo a violência”, explica a assistente social do município, Mariela Renata Paseto.

Com o objetivo de levar informações sobre os tipos de crime aos idosos, o Centro de Referência Especializado de Assistência Social (Creas) atua em Criciúma. “A violência se manifesta de várias formas. As pessoas interpretam somente a questão física, mas essa é apenas uma delas. Os idosos sofrem exploração financeira, através dos empréstimos consignados, a psicológica, o abandono e a negligência, que é a omissão dos cuidados”, pontua Mariela.

Ainda conforme a assistente social, o aumento de denúncias na pandemia foi vivenciado na prática em todas as demandas que são atendidas pelo Creas, ou seja, idosos, crianças, adolescentes e mulheres. “Existe um equipamento dentro do Poder Público que pode auxiliar e dar encaminhamento de acordo com a situação e denúncia que vier até nós”, enfatiza Mariela.

Hoje, o Creas conta com duas equipes compostas por uma assistente social e um psicólogo. “A partir do momento que chega essa demanda sinalizando uma possível violência, a entidade tem uma metodologia de trabalho. Quando a denúncia vir da própria pessoa idosa, a gente mantém a confiabilidade na versão da vítima. Em situações que envolvem violência física, cárcere privado, exploração financeira e retenção de cartão magnético, a gente encaminha à Delegacia de Proteção ao Idoso”, finaliza Mariela.

Espaço exclusivo

Os idosos estão cada vez mais assistidos em Criciúma. O município está próximo de inaugurar o Centro de Convivência da Terceira Idade (CCTI). A expectativa é que em janeiro do ano que vem, o espaço já esteja à disposição da comunidade. A nova estrutura possui 1.546,21 m2 e está localizada no Parque das Nações, no bairro Próspera.

No município, cerca de 700 idosos participam de oficinas ofertadas pelo Centro de Convivência da Terceira Idade e mais 1,4 mil que frequentam os 58 grupos. Entre as atividades oferecidas pela entidade, estão: arteterapia, vivências, informática, alongamento, ritmo de salão, yoga, ballet, dança de salão, dança coreográfica, violão, teclado, canto coral, bocha, bolão, vôlei, artesanato, tricô, crochê, ginástica, treinamento funcional, ritmos (zumba), canastra, truco, dominó, e xadrez.

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