Justiça suspende decreto que desobrigava uso de máscaras em Criciúma

Segundo os autos, o decreto municipal afronta diretamente a Lei Federal 13.979/2020 e também o Decreto Estadual n. 1.371/2021, que dispõe sobre o uso de máscaras


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O juiz Evandro Volmar Rizzo, titular da 2ª Vara da Fazenda Pública da comarca de Criciúma, concedeu liminar em ação civil pública e ação popular para suspender lei municipal de Criciúma que desobrigava o uso de máscara de proteção individual em ambientes externos para pessoas com esquema vacinal completo.

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Segundo os autos, o decreto municipal afronta diretamente a Lei Federal 13.979/2020 e também o Decreto Estadual n. 1.371/2021, que dispõe sobre o uso de máscaras, em espaços públicos e privados. “O perigo de dano e o risco ao resultado útil do processo decorrem do estado de calamidade pública referente à pandemia da COVID-19 e do risco de contaminação que o coronavírus oferece à população, estes que impõem a observância de protocolos rígidos e a adoção de medidas sanitárias restritivas para prevenção e contenção da sua disseminação, ao exemplo do uso de máscara facial”, destaca o magistrado.

A decisão deferiu o pedido de tutela de urgência e determinou a imediata suspensão dos efeitos do decreto municipal, assim como impôs a ampla divulgação da decisão em veículo de comunicação impresso ou eletrônico, de circulação municipal, site e nas redes sociais e institucionais da Prefeitura de Criciúma, com alerta à sociedade sobre os fins pedagógicos e dissuasórios que a situação de emergência de saúde pública exige e o cumprimento das medidas previstas no Decreto Estadual. Em caso de descumprimento da decisão, a multa diária foi fixada em R$ 10 mil, até o limite de R$ 300 mil, com a possibilidade de ser ampliada e estendida pessoalmente ao agente público responsável. Cabe recurso da decisão ao TJSC. (Autos 50225531820218240020 e 50225238020218240020​).

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