Criciúma: Um entusiasta do associativismo

Prestes a se despedir do comando da Acic, Moacir Dagostin faz um resumo dos quatro anos em que esteve à frente da entidade criciumense


- PUBLICIDADE -

Tiago Monte

Criciúma

- PUBLICIDADE -

Uma paixão descoberta há quatro anos. Essa é a relação de Moacir Dagostin com o associativismo. Ele se despede do comando da Associação Empresarial de Criciúma (Acic) no dia 31 de dezembro e demonstra um carinho muito grande pela oportunidade que teve à frente da entidade. “Depois que tu entras no associativismo, tu te contagias e não consegue mais sair. Aconselho todos os empresários que tiverem a oportunidade de participarem de qualquer entidade, como voluntários, que o façam”, resume. A prova desse entusiasmo é a entrada de Moacir em outras associações já em 2022. “Fui convidado para assumir como Conselheiro da ADVB (Associação dos Dirigentes de Vendas e Marketing) Santa Catarina, em 2022 e 2023, e vou me dedicar a outras instituições”, comenta.

Na segunda-feira, acontece a eleição do novo presidente da Acic. Candidato em chapa única, inclusive com o apoio de Dagostin, Valcir Zanette deve ser confirmado no posto. A partir de primeiro de janeiro, Moacir será conselheiro vitalício da entidade. Em março, na primeira reunião da Acic, em 2022, ele assumirá a presidência do Conselho Superior da instituição. “Como presidente do Conselho, darei apoio ao Valcir. A transição efetiva nem será tão necessária, pois ele já é meu vice e sabe como tudo funciona. Claro que agora ele vai sentir o peso da responsabilidade, mas da para conciliar bem a parte empresarial e do associativismo”, ressalta.

Para Moacir, a principal conquista que ele teve, à frente da Acic, foi o grande número de novos amigos. “Assim como as pessoas que você conhece e tudo o que se pode doar”, completa.

A pandemia como uma grande escola

Os últimos dois anos da gestão de Dagostin foram marcado pela pandemia da Covid-19 e todos os desafios gerados à economia. O presidente acredita que o suporte ao micro e pequeno empresário foi a grande ação proporcionada pela Acic no período. “Tivemos que mudar o nosso planejamento para atender a emergência que foi a pandemia. Mudamos o curso, mas as ações continuaram sendo direcionadas para atendimento, especialmente, da micro e pequena empresa. Eles não tinham estrutura. Do dia para a noite, simplesmente encerraram as atividades”, diz.

As consultorias e mentorias aos pequenos e médios empresários também auxiliaram no combate à crise. “Nós também colocamos à disposição dos nossos associados 18 consultores, para que atendessem todas as áreas: trabalhista, jurídica, marketing, e-commerce, recursos humanos… Isso porque o micro e pequeno empresários ficaram perdidos. Eles são empresários que já têm pouca estrutura, então, conseguimos ajudá-los bastante”, pontua.

Bandeiras de todo o Sul do Estado         

Como a entidade empresarial da maior cidade litorânea, entre Florianópolis e Porto Alegre, a Acic levantou bandeiras que representam toda a região e não apenas Criciúma. “Por exemplo: o Porto de Imbituba e o aeroporto regional, que são equipamentos que estão precisando ainda de suporte. Os pedágios da BR-101, as revitalizações de infraestrutura, em todas as rodovias da região”, destaca.

Dagostin ressalta que a intenção foi deixar a associação no auge e relevante para a sociedade. “A Acic está no auge. Apesar de toda a pandemia e a defesa dos nossos empresários nos últimos dois anos. Tivemos que deixar o nosso planejamento de lado e refazê-lo voltado, principalmente, ao atendimento do nosso associado”, comenta.

O crescimento do número de empregos gerados em Criciúma demonstra o momento vivido pela economia da região. “A partir de junho, os números de empregos começaram a ser positivos. O baque inicial de desemprego que aconteceu, já foi reduzindo. E, até hoje, os números de empregos estão positivos”, pontua.

O presidente da Acic comenta o plano de ação que foi montado para combater o alto número de demissões, que era iminente, no início da pandemia. “Fizemos uma campanha muito grande para que as empresas não demitissem, na época da pandemia: ‘façam de tudo para não demitir. Suspendam os contratos, de acordo com a lei, deem férias coletivas, mas procurem não demitir’. Essa foi o nosso pedido”, relembra.

Em defesa dos empresários regionais

Moacir se diz orgulhoso de ser presidente da entidade. “Um experimento que, para mim, era inédito. Eu já participava da Acic anteriormente, mas agora foi, efetivamente, estar à frente de uma entidade sem fins lucrativos, com o objetivo de defender os empresários. Então, essa defesa dos empresários que a gente faz, mantendo a entidade cada vez transparente e defendendo os interesses dos Sul de Santa Catarina, é muito importante”, comenta.

A partir do dia primeiro de janeiro, a rotina do presidente praticamente não se alterará. “Na questão pessoal, a vida continua normal. As atividades são normais. Eu tenho uma agenda na Acic, não fico o dia inteiro aqui, até por ser trabalho voluntário, então cumpro mais a parte da tarde. A parte institucional da entidade é resolvida pelo presidente”, finaliza.

-- PUBLICIDADE --
Compartilhar

NOTA: O TN Sul não se responsabiliza por qualquer comentário postado, certo de que o comentário é a expressão final do titular da conta no Facebook e inteiramente responsável por qualquer ato, expressões, ações e palavras demonstrados neste local. Qualquer processo judicial é de inteira responsabilidade do comentador.