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domingo, fevereiro 25, 2024

Araranguá: bancários fazem protesto e entregam milho cozido como crítica

Bancários de Criciúma e Araranguá estão promovendo um protesto nesta terça-feira, 23, que vai até às 12h na agência do Bradesco do centro de Araranguá. A ação, Dia Nacional de Luta, acontece em todo o Brasil. O ato é contra demissões, cobrança de metas abusivas e retirada das portas giratórias de diversas agências da região entre outros.

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Serão distribuídas espigas de milhos cozidas para a população que circular próximo a agência. O alimento é uma crítica aos cerca de R$ 20 bilhões de faturamento do Bradesco, a má qualidade no atendimento à população e falta de valorização aos funcionários e, além disso, agora a falta de segurança para bancários e usuários onde sobra somente milho.

“O banco, de um tempo pra cá, vem demitindo cada vez mais, enxugando o quadro e deixando os funcionários que sobraram a mercê de estresse, metas abusivas, e, com poucos funcionários, a população também é mal atendida” afirma o secretário do Sindicato dos Bancários de Araranguá, Paulo Afonso Floriano. “O banco deveria atender a população da melhor forma possível, inclusive, pelo lucro que ele dá anualmente”, alega.

De acordo com secretário, unidades de Sombrio e Santa Rosa do Sul tiveram profissionais de segurança e portas giratórias removidas, causando insegurança à população. “O banco vem causando um clima de insegurança nas agências. Em Sombrio e em Santa Rosa do Sul, era uma agência e virou um posto de atendimento. Tiraram porta giratória, vigilante”, conta Paulo que ainda pondera que “para quem está com o intuito de assaltar o banco, cria uma sensação de liberdade para acontecer alguma coisa na agência. O criminoso vai no local que mais estiver fácil pra ele”.

Segundo o diretor do Sindicato dos Bancários de Criciúma e região, Magno Branco Pacheco, duas agências de Criciúma não têm mais portas giratórias e vigilantes. “Outra questão que a gente está numa luta é que o banco está tirando as portas giratórias, os vigilantes. Somos contrários”, conta. “O Bradesco está transformando agências normais em unidades de negócios. O atendimento é secundário. O atendimento precariza, porque está faltando funcionários e tendo muitas demissões. O banco cobra metas abusivas. O bancário está sempre com medo de perder o emprego”, conclui Magno.

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