Santa Catarina registra chuva negra devido às queimadas no pantanal

Focos da fumaça foram detectados no litoral Sul, acima de Laguna; frente fria deve dissipar partículas para a região Sudeste

Água da chuva com coloração escura registrada em São Domingos (Foto: Divulgação/Defesa Civil)
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O maior número de queimadas no mês de setembro da história do pantanal, nos estados de Mato Grosso e Mato Grosso do Sul, trouxe consequências a Santa Catarina. O Estado é um dos que teve ontem a chamada de chuva negra, devido à fumaça oriunda da região Centro-oeste. A precipitação de água escura aconteceu no Oeste, Meio Oeste e Planalto Norte, enquanto Grande Florianópolis e até o Litoral Sul registraram partículas tóxicas no ar.

O Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet) informa que as fumaças das queimadas no pantanal estão em direção a todos os estados do Sul do país, com alerta para as chuvas negras em São Paulo e Santa Catarina.

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2020 tem sido o ano de recordes para as queimadas no pantanal brasileiro, considerada a maior área de planície inundada do mundo, e um dos principais biomas em diversidade do país.

De acordo com reportagem do g1.com, só nestes 16 dias de setembro houve 5.603 focos de incêndios – o maior número da série histórica em todo o mês pelo Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe), é de 5.498. A média de setembro é de 1.944 focos detectados.

Nestes primeiros nove meses de 2020 são 15.756 focos de incêndio no pantanal – o recorde anual, considerando os 12 meses, era de 12.536 focos, no ano de 2005.

A Defesa Civil de Santa Catarina acompanha o deslocamento das fumaças das queimadas através do setor de Hidrologia. Além das regiões que registraram a chuva negra, foi detectado reflexos no ar da Grande Florianópolis. A saída da frente fria em direção ao sudeste pode dissipar a fumaça e afastá-la do território catarinense

Partículas de fumaça foram detectadas por imagens de satélite da Defesa Civil no litoral Sul catarinense, acima de Laguna. “É uma fumaça que tem componentes tóxicos, mas claro que não é uma concentração alta porque está bastante distante do foco do incêncio. Mas tem artigo que diz que há toxicidade nas partículas de ar”, explica o coordenador de monitoramento e alerta da Defesa Civil de Santa Catarina, Frederico Ruthorff.

“No Sul acaba sendo mais remota, mas não pode ser descartada essa possibilidade”, disse Rhutorff sobre a possibilidade da fumaça chegar a outros pontos do litoral Sul ou até mesmo a Criciúma. “A tendência é que com a passagem da frente fria, a condição de chuva diminui. Já podemos quase descartar a possibilidade de chuva com as partículas de fumaça em Criciúma”, concluiu.

É o segundo ano consecutivo que o território catarinense recebe partículas de fumaça devido às constantes queimadas que assolam com maior frequência o Brasil: no ano passado foi por causa da Amazônia.

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