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quarta-feira, outubro 7, 2026

Operação que investiga lavagem de dinheiro e corrupção prende dois em SC

Operação é desdobramento de investigação sobre corrupção e fraudes em contratos públicos de Blumenau

Dois investigados foram presos preventivamente durante a Operação Sentinela II, deflagrada pelo Grupo de Atuação Especial de Combate às Organizações Criminosas (GAECO) nesta quarta-feira, 7, em Blumenau e Florianópolis. A ação cumpre ainda nove mandados de busca e apreensão.

As medidas foram autorizadas no âmbito de uma investigação conduzida pela 14ª Promotoria de Justiça da Comarca de Blumenau. O caso apura suspeitas dos crimes de organização criminosa, lavagem de dinheiro, obstrução de investigação, falsidade ideológica e falso testemunho.

A Operação Sentinela II é um desdobramento da primeira fase da Operação Sentinela, deflagrada em maio de 2026 para investigar um suposto esquema de corrupção, fraude em licitações, lavagem de dinheiro e ocultação patrimonial relacionado a contratos públicos celebrados com o Município de Blumenau.

Com o avanço das investigações, surgiram indícios de que os envolvidos e pessoas ligadas a eles teriam realizado ações para ocultar bens e disfarçar a origem de recursos que seriam relacionados aos fatos apurados na primeira fase.

Entre os elementos analisados estão movimentações financeiras fora do padrão, negociações de bens e operações realizadas por meio de terceiros.

As diligências também identificaram possíveis tentativas de interferência na produção de provas e de obstrução das investigações. Diante desses elementos, a Justiça decretou a prisão preventiva de dois investigados.

Os materiais apreendidos durante a operação serão analisados pelas equipes responsáveis e poderão auxiliar no aprofundamento das investigações. O processo tramita sob sigilo, e novas informações poderão ser divulgadas após a publicidade dos autos.

O nome Sentinela II faz referência à figura da sentinela, responsável pela vigilância e proteção. Nesta segunda fase, a denominação simboliza a atuação das instituições na preservação da integridade das investigações e no combate a práticas destinadas a ocultar patrimônio, dificultar a produção de provas e comprometer a efetividade da atuação da Justiça.

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