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segunda-feira, outubro 5, 2026

Avassaladora: até onde pode chegar o fenômeno Júlia Zanatta?

Ela já foi cotada para a vice-presidência da República, é a deputada mais votada da história de SC e faz parte do núcleo mais ideológico da família Bolsonaro

Júlia Zanatta (PL) saiu das eleições de 2026 com um resultado que amplia seu peso na política catarinense e sua projeção nacional. Natural de Criciúma, a deputada foi reeleita com 560.223 votos, a maior votação da história de Santa Catarina para um candidato à Câmara dos Deputados. Ela recebeu 13,15% dos votos válidos para o cargo no estado.

Linha de frente

O crescimento impressiona. Na primeira eleição para deputada federal, em 2022, Júlia conquistou pouco mais de 111 mil votos. Quatro anos depois, alcançou aproximadamente cinco vezes aquela votação e terminou como a terceira mulher mais votada do país para a Câmara. Os números mostram uma liderança que ganhou espaço muito além de sua cidade de origem.

Vice-líder do PL na Câmara, Júlia está na linha de frente do núcleo ideológico do bolsonarismo. Sua atuação combina defesa das bandeiras do grupo, enfrentamentos com parlamentares de esquerda e alinhamento político com Jair Bolsonaro. Esse perfil também a aproxima de Eduardo Bolsonaro, que chegou a defender publicamente seu nome para uma posição de destaque nacional.

Núcleo duro do Bolsonarismo

Em junho, Eduardo propôs Júlia como candidata a vice-presidente na chapa de Flávio Bolsonaro, ressaltando sua lealdade e atuação no Congresso. A possibilidade não se concretizou: Flávio entrou na disputa presidencial acompanhado de Alfredo Gaspar (PL). Ainda assim, a defesa de seu nome por um integrante da família Bolsonaro demonstrou o espaço que a catarinense conquistou dentro desse núcleo político.

A votação histórica agora abre uma discussão sobre os próximos passos. Ao comentar o resultado, Júlia não descartou disputar o Governo de Santa Catarina em 2030. Ela afirmou que a votação a credencia para essa possibilidade, mas reconheceu a necessidade de construir o caminho dentro do partido. Sua prioridade imediata é trabalhar pela eleição de Flávio à Presidência.

Envergadura para o Senado

Na análise do cenário eleitoral, mais de meio milhão de votos também dão dimensão a uma possível candidatura ao Senado em 2030. Júlia passa a ter força para participar das decisões sobre as futuras chapas do PL, embora uma disputa majoritária dependa de alianças, apoio partidário e capacidade de reunir diferentes grupos políticos.

Ministra Júlia Zanatta?

No plano nacional, a combinação de votação expressiva e proximidade com os Bolsonaro permite considerar outros caminhos: um eventual convite para um ministério, caso Flávio vença a eleição presidencial, ou uma futura composição como vice em uma nova candidatura dele em 2030. São possibilidades de análise política, condicionadas às decisões do grupo e ao cenário dos próximos anos. Júlia chega ao segundo mandato com uma votação que a coloca entre os principais nomes para o futuro da direita catarinense.

Érik Borges / TN Sul

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