Vitor Rizzatti
Fernando Diniz chega pressionado ao confronto com o Fluminense, neste domingo, às 16h (de Brasília), na Neo Química Arena. O Corinthians acumula cinco derrotas consecutivas no Campeonato Brasileiro e ainda tenta assimilar as eliminações recentes na Libertadores e na Copa do Brasil. Nesse cenário, um novo resultado negativo aumentaria consideravelmente a cobrança sobre o treinador.
Apesar do momento delicado, a tendência atual não é de demissão imediata de Diniz mesmo em caso de derrota para o Fluminense. A diretoria mantém publicamente a confiança no comandante, e o executivo de futebol Marcelo Paz afirmou que uma mudança na comissão técnica não está nos planos. O presidente Osmar Stabile também manifestou respaldo ao treinador durante reunião com o elenco.
Entretanto, o desempenho da equipe passou a receber maior atenção. Desde julho, o Corinthians conquistou apenas 35,5% dos pontos que disputou, com quatro vitórias, quatro empates e sete derrotas em 15 partidas. Além disso, representantes de torcidas organizadas estiveram no CT Joaquim Grava e cobraram de Diniz uma evolução tática e uma resposta do time dentro de campo.
Assim, o duelo com o Fluminense ganha peso importante para a continuidade do trabalho, mas não é tratado oficialmente como uma decisão sobre o cargo de Diniz. Até o momento, o Corinthians não procurou outro treinador. Uma vitória reduziria a pressão antes da pausa de 17 dias no calendário, enquanto uma nova derrota poderia ampliar os questionamentos internos e externos sobre a permanência do técnico.




