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quarta-feira, setembro 2, 2026

Animas são usados para desenvolvimento de pessoas com TEA no Sul

A utilização de animais como recurso complementar em terapias tem contribuído para estimular habilidades motoras e funcionais de pessoas com Transtorno do Espectro Autista (TEA). Na Associação de Pais e Amigos de Autistas da Região Carbonífera (AMA-REC/SC), o Projeto de Cinoterapia Marley utiliza a interação com cães para tornar as atividades terapêuticas mais motivadoras. “A presença do cão pode despertar o interesse da criança e favorecer a participação durante as atividades. A partir disso, conseguimos trabalhar equilíbrio, coordenação motora, mobilidade, controle postural, marcha, planejamento motor e funcionalidade”, explica o fisioterapeuta Bruno Matias.

Os exercícios são definidos de acordo com as necessidades de cada paciente, considerando aspectos motores, sensoriais e comportamentais. Durante os atendimentos, podem ser realizadas atividades como caminhar, mudar de direção, agachar, levantar, alcançar objetos, brincar e superar obstáculos. “A presença do animal não é apenas recreativa. Ela é utilizada como um recurso dentro de objetivos terapêuticos específicos”, destaca Bruno.

Na AMA, a cinoterapia é disponibilizada a partir dos dois anos de idade. O processo também conta com a participação das famílias, que relatam mudanças observadas em casa e na escola e recebem orientações para estimular habilidades na rotina. O Projeto de Cinoterapia Marley conta com o apoio da Polícia Militar e realiza atividades uma vez por semana. Entre os desafios estão ampliar a parceria, aumentar a frequência dos atendimentos e garantir estrutura adequada, segurança, higiene, bem-estar dos animais e profissionais capacitados.

Além da cinoterapia, a instituição possui equoterapia que utiliza a interação com cavalo como parte do processo terapêutico. Nessa prática, o animal é utilizado para contribuir nos estímulos relacionados ao equilíbrio, postura, coordenação motora, mobilidade e controle dos movimentos. Essa modalidade tem como objetivo complementar o atendimento e favorecer o desenvolvimento e a funcionalidade dos pacientes. “São recursos que podem ser inseridos dentro de uma abordagem multidisciplinar, sempre respeitando as características e os objetivos de cada pessoa. Além disso, a interação com o animal torna o momento mais dinâmico e pode aumentar o interesse e a participação durante as atividades”, afirma o fisioterapeuta.

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