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quarta-feira, agosto 5, 2026

Juiz absolve seis réus em caso ligado a suicídio de ex-reitor da UFSC

Deflagrada em setembro de 2017, a ação ganhou repercussão nacional após a morte do reitor da UFSC na época, Luiz Carlos Cancellier, que chegou a ser preso na investigação

A Justiça Federal de Santa Catarina absolveu seis réus em um dos processos relacionados à Operação Ouvidos Moucos, que investigou o desvio de recursos públicos no ensino à distância na Universidade de Santa Catarina (UFSC).

Deflagrada em setembro de 2017, a ação ganhou repercussão nacional após o suicídio do reitor da UFSC na época, Luiz Carlos Cancellier, que chegou a ser preso na investigação.

Em outro processo que trata da mesma investigação, outros réus do caso ainda aguardam julgamento.

A denúncia que terminou com as absolvições foi a segunda feita pela operação. Nessa fase, a Polícia Federal apurou serviços de locação de veículos e atividades relacionadas ao programa Universidade Aberta do Brasil (UAB).

No documento de sexta, o juiz Nelson Gustavo Mesquita Ribeiro Alves julgou improcedente a denúncia apresentada pelo Ministério Público Federal (MPF) por insuficiência de provas. A 1ª Vara Federal também citou que o Tribunal de Contas da União (TCU) concluiu não ter ocorrido superfaturamento nos contratos.

Com a decisão, foram absolvidos:

Sonia Maria Silva Correa de Souza Cruz

Murilo da Costa Silva

Maria Bernadete dos Santos Miguez

Márcio Santos

Lúcia Beatriz Fernandes

Aurélio Justino Cordeiro

O que investigou a Operação Ouvidos Moucos?

A ação foi desencadeada para desarticular uma suposta organização criminosa que teria desviado recursos de cursos de Educação a Distância (EaD) oferecidos pelo programa Universidade Aberta do Brasil (UAB) na UFSC. Entre 2006 e 2017, foram repassados R$ 80 milhões para o programa.

Morte de reitor

Afastado da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC) após uma das fases da operação, o ex-reitor Luiz Carlos Cancellier foi encontrado morto no Beiramar Shopping, em Florianópolis, na manhã de 2 e outubro de 2017.

Durante a investigação, ele alegou que não interferiu em investigações da corregedoria-geral da universidade e considerou como “traumática” a sua prisão e afastamento da UFSC na ação.

*Com informações do g1

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