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Criciúma
segunda-feira, julho 27, 2026

Criciúma: pessoa com deficiência visual denuncia desrespeito em restaurante

Um episódio de capacitismo vivido em uma hamburgueria de Criciúma levou o professor Francis Guimarães a fazer um desabafo sobre os desafios enfrentados diariamente por pessoas com deficiência visual. Em entrevista, ele contou que, enquanto jantava com um amigo em um restaurante em Criciúma, um homem retirou uma batata frita de seu prato em tom de brincadeira e, pouco depois, repetiu a atitude fazendo comentários que considerou ofensivos.

Segundo Francis, a situação foi constrangedora e deixou um sentimento de invasão e desrespeito. “Não foi apenas uma batata. O que foi ultrapassado ali foi o limite do respeito. Muitas pessoas enxergam isso como uma brincadeira, mas para quem vive a deficiência, esse tipo de atitude reforça o preconceito e a ideia de que somos menos capazes ou menos dignos”, afirmou.

O ativista destacou que, dias antes, esteve em cidades como Florianópolis e Porto Alegre e não enfrentou situações semelhantes. Para ele, embora o capacitismo exista em todos os lugares, a conscientização ainda precisa avançar, principalmente em municípios do interior.

Francis também defendeu que a inclusão vai além da acessibilidade física e passa, principalmente, pela mudança de comportamento da sociedade.

“As maiores barreiras nem sempre são arquitetônicas. Muitas vezes são as atitudes das pessoas. O respeito precisa fazer parte da educação desde cedo”, ressaltou.


Na avaliação dele, o combate ao capacitismo depende de políticas públicas, investimento em educação e da participação de toda a sociedade na construção de ambientes mais inclusivos. “Meu desejo é que ninguém precise passar por esse tipo de situação. O respeito às diferenças não pode ser tratado como exceção, mas como regra. O constrangimento e o deboche não eram apenas comigo, mas com todos nós”, concluiu.

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