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segunda-feira, outubro 12, 2026

De diagnóstico precoce a pequeno gênio; Conheça o menino Mateus

Fluente em inglês e apaixonado por línguas, culturas e bandeiras de diferentes países, Mateus transformou seu hiperfoco em conhecimento. Sonha em ser médico e aguarda a seleção do programa Pequenos Gênios

A história de Mateus Vieira de Souza Patrício é daquelas que emocionam não apenas pelos resultados, mas pelo caminho percorrido até eles. Hoje, aos 10 anos, ele impressiona pela facilidade em aprender idiomas, pelo conhecimento sobre bandeiras de diversos países, pela paixão pela música e pela capacidade de absorver informações de forma quase instantânea.

Mas, anos atrás, o cenário era bem diferente. Quando tinha apenas um ano e meio de idade, a mãe, Bruna Vieira de Souza Patrício, começou a perceber que o filho não apresentava comportamentos esperados para a idade. Não apontava objetos, não mantinha contato visual e não balbuciava palavras. “Era meu primeiro filho. Eu não tinha experiência com crianças pequenas para perceber que aquilo não era normal. Foi quando comecei a comparar o desenvolvimento dele com o da minha sobrinha, que era apenas sete meses mais nova. Ela já falava algumas palavras e apontava para as coisas. O Mateus não fazia nada disso”, recorda.

A preocupação levou a família a buscar orientação médica. Com um ano e oito meses, durante uma consulta pediátrica, surgiu pela primeira vez a possibilidade do diagnóstico de Diagnosticado com Transtorno do Espectro Autista (TEA). “Ouvimos aquilo e foi um choque. Naquele momento, a gente não sabia nada sobre autismo. Saímos da consulta chorando. Mas decidimos estudar, buscar informação e fazer tudo o que fosse necessário para ajudar nosso filho”, lembra Bruna.

Pouco tempo depois, um neurologista confirmou o diagnóstico. No início, antes dos dois anos, quando teve o diagnóstico era nível 3 de suporte; passou a nível 2 e, com 7 anos teve o primeiro laudo de nível 1 de suporte, o mais leve. Segundo a mãe, os sinais eram intensos e exigiam intervenção imediata. “O médico foi muito claro. Disse que, sem tratamento, ele poderia nem desenvolver a fala. Aquilo mudou completamente a nossa vida”, revelou.

Uma batalha diária pela compreensão e evolução

A partir daquele momento, a rotina da família mudou radical mente. Bruna deixou a carreira na área de contabilidade para dedicar mais tempo ao acompanhamento do filho. A família reorganizou a vida financeira para custear terapias e tratamentos especializados. As dificuldades foram muitas, segundo ela. “Quem vive essa realidade sabe o quanto é difícil. Falta estrutura, faltam profissionais preparados, faltam recursos. Tivemos que entrar na Justiça para conseguir atendimento pelo plano de saúde. Vendemos carro, pegamos empréstimos e, depois, até nossa casa precisou ser vendida para manter os tratamentos”, contou lembrando que somente no primeiro ano após o diagnóstico, os investi mentos ultrapassaram R$ 120 mil. “Apesar dos desafios, os resultados começaram a aparecer”.

Interesses

Por volta dos três anos de idade, Mateus passou a demonstrar um interesse incomum por letras, números e formas geométricas. “Ele sabia identificar figuras complexas, diferenciava pentágonos, hexágonos e outras formas que normalmente uma criança daquela idade nem conhece. Foi quando percebemos que existia algo muito especial ali. Inclusive, com o avanço das terapias, a evolução surpreendeu a todos”, recorda a mãe.

Continue lendo essa história emocionante na matéria completa da edição desta sexta-feira, 17, do jornal impresso Tribuna de Notícias (versão física e on-line). Chame no WhatsApp ou ligue para (48) 99109-5070 e garanta sua assinatura.

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