As regiões Sudeste e Sul lideram o número de ocorrências de corrupção ativa — a tentativa de suborno a agentes públicos — registradas em rodovias federais brasileiras. Levantamento obtido pelo Portal TN Sul, por meio da Lei de Acesso à Informação (LAI), junto à Polícia Rodoviária Federal (PRF), aponta que entre janeiro de 2020 e maio de 2026 foram registradas 155 ocorrências do crime em todo o país, resultando na prisão de 171 pessoas.
O estado com o maior número de casos é o Rio de Janeiro, com 18 ocorrências e 20 pessoas presas. Na sequência aparecem Paraná e São Paulo, ambos com 12 ocorrências. Santa Catarina divide a quarta posição do ranking, com nove registros e dez detidos, enquanto Minas Gerais ocupa o quinto lugar, também com nove ocorrências, mas nove presos.
Entre os estados com menor incidência do crime estão a Paraíba, com uma ocorrência, além do Amazonas e Espírito Santo, que registraram duas ocorrências cada no período analisado. O Acre foi o único estado brasileiro que não registrou nenhum caso de corrupção ativa em abordagens da PRF nos últimos seis anos.
Ranking dos estados com mais ocorrências
- Rio de Janeiro – 18 ocorrências e 20 presos;
- Paraná – 12 ocorrências e 17 presos;
- São Paulo – 12 ocorrências e 15 presos;
- Santa Catarina – 9 ocorrências e 10 presos;
- Minas Gerais – 9 ocorrências e 9 presos.
O que é corrupção ativa?
De acordo com o artigo 333 do Código Penal, corrupção ativa é o ato de oferecer ou prometer vantagem indevida a um agente público para que ele pratique, omita ou retarde um ato de ofício. O crime se caracteriza mesmo que a oferta seja recusada, não sendo necessário que a propina seja aceita.
A pena prevista é de dois a 12 anos de reclusão, além de multa. Caso o servidor público aceite a proposta e pratique o ato ilícito, a pena do autor pode ser aumentada em um terço.
Rodovias de maior movimento
A PRF atua em algumas das principais rodovias federais do país, como a BR-101, BR-116, BR-040, BR-381, BR-153, BR-364 e BR-230, corredores que concentram grande fluxo de veículos e intenso trabalho de fiscalização ao longo do ano.
Érik Borges / TN Sul




