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segunda-feira, agosto 31, 2026

Ibama encerra criadouro de macacos-prego em SC por maus-tratos

Animais eram mantidos em condições precárias e submetidos a manejo “na base do terror”, segundo fiscalização

O Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis desativou o último criadouro de macacos-prego em funcionamento no Brasil, localizado em Xanxerê, no Oeste catarinense. A operação foi concluída nesta semana e divulgada na sexta-feira (10), após a constatação de uma série de maus-tratos aos animais.

No local, 26 macacos-prego foram resgatados e encaminhados para uma instituição especializada em reabilitação. De acordo com informações divulgadas pelo portal G1, os primatas apresentavam sinais severos de estresse, desnutrição e viviam sem acesso à luz solar.

Uma fiscal do Ibama que participou da ação relatou que os animais eram submetidos a práticas agressivas. Segundo ela, o manejo era feito com jatos de água de alta pressão, provocando medo intenso e comportamento de aversão a humanos. O nível de estresse era tão elevado que os macacos deixaram de apresentar comportamentos naturais da espécie, como a organização social em grupos.

Entre as irregularidades identificadas estavam gaiolas inadequadas, que impediam movimentos básicos como escalar, além de privação de luz, alimentação insuficiente e separação precoce entre mães e filhotes.

O criadouro operava com fins comerciais, reproduzindo e vendendo primatas como mercadoria. Durante 11 anos de فعالیت sob liminar judicial, entre 2013 e 2024, foram comercializados 240 animais, sendo 86 macacos-prego e 154 saguis.

A fiscalização enfrentou dificuldades para encerrar as atividades, já que o responsável pelo local teria dificultado o acesso das equipes, exigindo a obtenção de mandado judicial para retirada dos animais restantes.

No ano anterior, outros 167 animais já haviam sido retirados do espaço, incluindo aves e primatas, encaminhados para Centros de Triagem de Animais Silvestres (Cetas) em diferentes estados.

Agora, os macacos resgatados passam por processo de recuperação, com acompanhamento nutricional e estímulos para retomar comportamentos naturais. Em ambiente mais adequado, com vegetação e estruturas para locomoção, eles terão a chance de voltar a viver em grupo — condição essencial para o bem-estar da espécie.

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