Pais denunciam riscos em escola de Morro da Fumaça e ameaçam acionar o MP

Problemas na Escola Zuleima Búrigo Guglielmi mobilizam famílias, que cobram respostas urgentes do poder público

Alexandra Cavaler

Morro da Fumaça

Problemas estruturais e de segurança enfrentados pela Escola Zuleima Búrigo Guglielmi, em Morro da Fumaça, tem mobilizado um grupo de pais que promete levar o caso ao Ministério Público caso não haja respostas concretas do poder público. As famílias denunciam uma série de problemas que colocam em risco o dia a dia dos alunos e, afirmam que, mesmo após reuniões com o secretário de Educação, manifestações na Câmara de Vereadores e o envio de ofícios formais, as soluções seguem apenas no campo das promessas.

A principal preocupação é com a segurança das crianças. Segundo os relatos, a escola não possui muros adequados, sendo cercada apenas por telas frágeis, muitas vezes danificadas. Além disso, há ausência de vigilância, uso de espaços externos sem proteção e um ambiente considerado inadequado para alimentação dos alunos. “A nossa maior preocupação é com a segurança. É uma escola muito vulnerável, qualquer pessoa entra e sai com facilidade”, afirma Raquel de Souza Campos, uma das mães à frente da mobilização. “A gente já tentou diálogo, já buscou todos os caminhos. Se nada for feito, vamos ao Ministério Público”, completa.

Estrutura precária e rotina de risco preocupam famílias

Um dos pontos críticos é a quadra esportiva utilizada pelos alunos, localizada ao lado da escola e sem estrutura adequada de proteção. De acordo com os pais, o espaço não possui muro e também é cercado por telas frágeis. Inclusive, a situação levou à suspensão do uso do local após as denúncias.

A rotina dos alunos também é motivo de preocupação. Segundo os relatos, crianças chegam antes do início das aulas e permanecem no pátio sem supervisão adequada. “Tem criança que chega cedo e fica sozinha, sem vigilante, sem controle. Isso não pode acontecer dentro de uma escola”, reforça uma mãe, que prefere não se identificar.

Situação afeta alimentação, convivência e leva riscos às crianças

Além das questões de segurança, os pais também criticam a falta de espaços adequados dentro da escola. Um dos principais problemas é a ausência de um refeitório fechado. Segundo as famílias, o local onde as crianças fazem as refeições é aberto, sem proteção contra chuva, vento ou frio. Em dias de mau tempo, o ambiente fica molhado e escorregadio, comprometendo o conforto e levando riscos aos alunos.

“Não tem estrutura. Quando chove, molha tudo. As crianças ficam expostas. Isso não é um ambiente adequado”, afirma uma das mães, acrescentando que a situação se agrava com a falta de manutenção em áreas externas. A presença de mato alto e a ausência de calçadas ou espaços organizados para circulação também são apontadas como problemas recorrentes.

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