(vídeo) Cachalote-anão raro encalha vivo em praia do Sul catarinense

O cachalote-anão e o Cachalote-pigmeu (Kogia breviceps) vivem, em geral, em águas profundas de regiões temperadas, tropicais e subtropicais, sendo raramente observados próximos às praias.

Um cetáceo da espécie Cachalote-anão (Kogia sima) encalhou vivo na manhã deste domingo na praia de Balneário Bellas Torres, no município de Passo de Torres, no litoral sul de Santa Catarina.

A ocorrência mobilizou uma equipe da Educamar, acionada por meio do Projeto de Monitoramento de Praias da Bacia de Pelotas (PMP-BP), programa mantido pela TGS. Os profissionais foram até o local para prestar atendimento ao animal.

De acordo com a coordenadora do projeto no Setor C, Suelen Santos, o cetáceo foi estabilizado e passou a ser acompanhado pelas equipes técnicas. “O animal foi estabilizado e foi acionado o Protocolo de Encalhe de Cetáceos da APA da Baleia‑Franca para avaliar os próximos procedimentos para atendimento”, explicou.

Espécies raras próximas à costa


O cachalote-anão e o Cachalote-pigmeu (Kogia breviceps) vivem, em geral, em águas profundas de regiões temperadas, tropicais e subtropicais, sendo raramente observados próximos às praias.

As duas espécies apresentam diferenças principalmente no tamanho e no formato da cabeça. O cachalote-pigmeu possui cabeça mais quadrangular e dorso mais arqueado. Já o cachalote-anão pode atingir cerca de 2,7 metros de comprimento e pesar aproximadamente 250 quilos. O cachalote-pigmeu, por sua vez, pode chegar a 4 metros e pesar até 400 quilos.

Esses cetáceos se alimentam principalmente de lulas, pequenos peixes e crustáceos. Ambos constam em listas de espécies ameaçadas de extinção. Como estratégia de defesa contra predadores, podem liberar um líquido escuro a partir do intestino, semelhante a uma tinta.

Orientação à população

Em caso de avistamento de animais marinhos encalhados no trecho entre a Barra do Rio Araranguá e a Barra do Rio Mampituba, a orientação é entrar em contato com a Educamar pelo telefone 0800 641 5665.

O Projeto de Monitoramento de Praias da Bacia de Pelotas (PMP-BP) é uma exigência do licenciamento ambiental federal conduzido pelo Ibama para atividades de pesquisa e aquisição de dados geológicos realizadas pela TGS na Bacia de Pelotas.

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