Obra do Anel Viário de Criciúma encara desafios

Mesmo com trecho já sendo asfaltado, trabalhos ainda enfrentam problemas na trincheira da rua João Colombo e nas desapropriações, que não foram realizadas pelo Executivo de SC

Criciúma
Edson Padoin
cidades@tnsul.com

A conclusão da quarta e última parte do Anel Viário de Criciúma, um projeto de infraestrutura de grande envergadura, está enfrentando desafios significativos de engenharia devido à trincheira na Rua João Colombo. A equipe da Secretaria de Infraestrutura do Estado (SIE) está empenhada para assegurar a finalização eficiente e bem-sucedida desta fase do projeto.


Um dos principais desafios que a equipe de engenheiros da SIE está enfrentando é a profundidade necessária para a escavação da trincheira na rua João Colombo. Segundo o coordenador regional da SIE, Ademir Honorato, a profundidade média de escavação para rebaixar a trincheira ficaria em torno de três metros abaixo da cota de alagamento, o que a colocaria em um nível inferior ao do rio local.

Dada a tendência de alagamento frequente na região, essa situação levantou preocupações quanto à eficiência da solução proposta, uma vez que o bombeamento de água seria necessário em caso de alagamentos. “A profundidade que tem que fazer de escavação para rebaixar vai ficar em média de três metros abaixo da cota de alagamento. Ou seja , vai ficar mais baixo que o nível do rio. Ali frequentemente temos frequentes alagamentos, então fica um negócio ineficiente”, detalha.


Alternativas

Para contornar esse desafio, várias alternativas estão sendo consideradas pela equipe de engenheiros. Uma das opções seria a construção de um viaduto, que resolveria de forma eficaz o problema da trincheira. No entanto, essa opção enfrenta um obstáculo legal, uma vez que ultrapassaria o limite aditivo permitido por lei para uma obra já existente. De acordo com a legislação, uma obra não pode ser aditivada em mais de 25% do valor total inicial. Outra possibilidade avaliada é a construção de uma rótula, embora ainda haja desafios a serem resolvidos em relação à sua localização. “Tudo está sendo estudado”, explica Honorato.

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