Santa Catarina terá uma particularidade no Senado a partir de 2027: os catarinenses serão minoria na própria bancada, pelo menos na conta das certidões de nascimento. Com Carlos Bolsonaro e Jorge Seif, o estado terá dois representantes nascidos no Rio de Janeiro. Carol de Toni, natural de Chapecó, será a única nascida em território catarinense. Placar da naturalidade: Rio 2, Santa Catarina 1.
Carlos Bolsonaro nasceu em Resende, no interior fluminense, e construiu sua trajetória eleitoral como vereador da capital carioca. Agora, eleito senador por Santa Catarina, fará a mudança de representação política para o Sul. Depois de sete mandatos na Câmara do Rio, o próximo endereço parlamentar será Brasília, com a sigla SC ao lado do nome.
Jorge Seif, natural da cidade do Rio de Janeiro, já ocupa uma cadeira catarinense no Senado. Seu mandato começou em 2023 e vai até o início de 2031. Portanto, a maioria fluminense estará formada com a chegada de Carlos.
Carol de Toni, eleita neste domingo (4), completará o trio. A bancada será inteiramente do PL: unanimidade na legenda, mas maioria do Rio na naturalidade. Chapecó ficará responsável pela parcela catarinense desse curioso arranjo geográfico.
Nas urnas, a escolha foi catarinense. Nas certidões, o Rio levou a melhor. Agora, resta acompanhar se essa ponte entre os dois estados terá mão preferencial para trazer resultados a Santa Catarina.
Érik Borges / TN Sul




