Vitor Rizzatti
O Grêmio encerrou neste domingo (13) a passagem de Luís Castro pelo comando da equipe. A diretoria definiu a demissão após uma série de reuniões realizadas no CT Luiz Carvalho. Contratado no fim de 2025 e com vínculo previsto até dezembro de 2027, o português deixa o clube depois de uma temporada marcada por resultados contrastantes. Felipão assume o time de maneira interina e estará à frente da equipe contra o Botafogo, na quarta-feira.
Ao longo de 50 partidas em 2026, Castro comandou o Tricolor em 19 vitórias, 15 empates e 16 derrotas, alcançando 47% de aproveitamento. Nesse período, a equipe anotou 66 gols e sofreu 51. Embora tenha conquistado o Campeonato Gaúcho e levado o Grêmio à semifinal da Copa do Brasil, o desempenho nas demais competições aumentou o desgaste. Além disso, a eliminação diante do Bolívar na Copa Sul-Americana ampliou os questionamentos sobre o trabalho.
O principal problema, contudo, apareceu no Campeonato Brasileiro. Em 26 rodadas, o Grêmio conquistou somente sete vitórias, além de sete empates e 12 derrotas, sem conseguir vencer como visitante. Com 28 pontos e na 15ª posição, o clube está empatado com o Vasco, que abre a zona de rebaixamento, levando vantagem apenas nos critérios de desempate. Dessa forma, a luta para permanecer na Série A passou a contrastar diretamente com o projeto de reconstrução planejado pela nova gestão para 2026.
A mudança também provoca uma reformulação significativa na comissão técnica. Junto com Luís Castro, deixam o Grêmio os auxiliares Vítor Severino e Pedro Mané, além de outros quatro integrantes da equipe de trabalho do português. Agora, a direção comandada pelo presidente Odorico Roman procura um novo treinador para conduzir a reta final da temporada. A saída representa ainda a primeira demissão de um técnico na atual gestão, que anteriormente tratava Castro como peça de um planejamento de médio prazo voltado também à integração das categorias de base.



