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domingo, setembro 6, 2026

Brasileira pode se tornar a pessoa mais velha do mundo aos 121 anos

Nascida antes da invenção da televisão e do primeiro voo do 14-Bis, moradora do interior do Rio de Janeiro foi oficialmente reconhecida no livro dos recordes nacional. Deolira Glicéria Pedro da Silva, moradora de Itaperuna, no Noroeste Fluminense tem 121 anos e foi confirmada pelo RankBrasil como a mulher mais longeva do Brasil. Ela recebeu o certificado no final do mês de agosto.

O fato é que, na lista dos Guiness Records Words, a liderança da longevidade mundial foi atribuída à britânica Ethel Caterham, de 116 anos. Assim, Deolira com 121 anos confirmados, pode ser listada no topo do ranking mundial. A centenária chamou atenção não apenas pela idade, mas como chegou até aqui. O caso despertou o interesse direto de geneticistas, e a saúde de Deolira agora é o centro de uma investigação científica profunda.

Ela integra a lista de centenário estudados no Projeto DNA Longevo, desenvolvido pelo Centro de Estudos do Genoma Humano e Células-Tronco da USP (Universidade de São Paulo). Em entrevista ao Inter 1, a neta da idosa, Doroteia Ferreira, revela o que pode estar por trás da vitalidade da brasileira recordista.

“Eu acho que foi a alimentação dela, né. Os modos de vida que ela viveu. Era tudo natural, não tinha nada de hoje em dia que a gente tem. Eu acho que isso contribuiu para ela chegar até essa idade”, comentou a familiar.

Doroteia disse ainda que apesar da alimentação balanceada, a avó centenária permite exceções em uma data um tanto quanto peculiar para quem já viveu tantos anos. Nos aniversários da família, dona Deolira não abre mão da ‘coxinha e guaraná’. “Prato preferido”, revelou a neta à reportagem do Inter 1.

Segundo o RankBrasil, Deolira é filha de lavradores e viveu grande parte da vida no campo. A trajetória, marcada pela simplicidade da vida rural, pelo trabalho, pela religiosidade, é também destacada pelos vínculos familiares.

Deolira atravessa várias gerações da família, passando por filhos, netos, bisnetos, tataranetos, tetranetos e pentaneta. Mas, uma figura singular foi fundamental para o reconhecimento da idade excepcional: Dr. Juair Abreu Pereira, médico geriatra que acompanha a saúde de Deolira. Ele coordenou as buscas por certidões em cartórios e paróquias para preencher as lacunas do passado rural da paciente.

O envelhecimento raro da brasileira a colocou no radar da ciência de ponta. Ela passou a integrar o estudo DNA Longevo, conduzido pelo Centro de Estudos do Genoma Humano e Células-Tronco da USP.

Amostras de sangue da idosa foram recolhidas para que os cientistas façam o sequenciamento completo do seu genoma. O objetivo é mapear quais fatores biológicos garantiram uma vida tão extensa e com qualidade.

Para o RankBrasil, a oficialização do título ultrapassa a simples contagem matemática. Deolira viu o nascimento de tecnologias modernas, mudanças de regime político e a evolução de toda a sociedade brasileira.

A entidade mantém o processo aberto caso surjam documentos ainda mais antigos. Hoje, cercada por filhos, netos, bisnetos e tataranetos, Deolira se consagra como o maior símbolo vivo da resistência e da memória no Brasil.

Com informações do ND+

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