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quarta-feira, agosto 26, 2026

Incêndio em hospital no Paquistão deixa 14 bebês mortos

Um incêndio em uma maternidade de um hospital de Islamabad, capital do Paquistão, matou 14 bebês, segundo autoridades locais. O fogo atingiu o terceiro andar do serviço de atendimento materno e pediátrico do Instituto Paquistanês de Ciências Médicas (PIMS).

O governo do distrito de Islamabad informou que todas as vítimas eram crianças. O primeiro-ministro do país, Shehbaz Sharif, determinou uma investigação para apurar as circunstâncias da tragédia.

Segundo Aneeza Jalil, porta-voz do PIMS, o incêndio teria sido provocado por uma falha elétrica em um aparelho de ar-condicionado. As autoridades ainda deverão investigar as condições de segurança do local e a atuação das equipes durante o atendimento à emergência.

Khurram Mehmood, de 40 anos, contou à AFP que perdeu a filha, que tinha apenas três dias de vida.

Segundo ele, a esposa estava na enfermaria quando o incêndio começou. Os pacientes foram retirados do local, mas ele afirmou que as famílias precisaram esperar do lado de fora enquanto aguardavam ajuda.

“Minha esposa estava na enfermaria. Eles tiraram todo mundo de lá. Nós estávamos sentados na estrada esperando ajuda”, relatou.

Outra mãe, Shagufta Parveen, foi vista do lado de fora do hospital carregando o filho de 10 dias. Com marcas de fuligem nas mãos, ela contou que precisou fugir do prédio com o bebê.

“As pessoas gritavam, havia fumaça preta. Corremos para salvar nossas vidas. Graças a Deus, meu bebê está a salvo”, disse à AFP.

Imagens e relatos feitos no local também mostraram outras famílias chorando e funcionários retirando estilhaços de vidro de janelas quebradas.

Investigação

O incêndio começou no terceiro andar da unidade materno-infantil. A suspeita inicial é de que uma falha elétrica em um aparelho de ar-condicionado tenha provocado as chamas.

O governo determinou uma investigação para esclarecer as causas do incêndio e verificar as condições de segurança do hospital.

Incêndios são frequentes no Paquistão e, segundo relatos, muitos estão relacionados a falhas na aplicação de normas de segurança e de construção. O caso no PIMS deverá ser investigado para determinar se houve outros fatores que contribuíram para a gravidade da tragédia.

*Com informações da AFP News

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