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domingo, agosto 23, 2026

Tigre perde para o Fortaleza em casa e pode deixar a liderança da Série B

Thiago Oliveira
Criciúma

Noite fria. Torcida incendiando o jogo. Duelo contra um rival histórico. Ingredientes para um grande jogo no Heriberto Hülse. Mas o resultado, não foi o que o carvoeiro esperava. O Criciúma perdeu para o Fortaleza por 2 a 0, a invencibilidade no Majestoso, e ainda pode perder a liderança da Série B do Campeonato Brasileiro.

Os gols marcados por Pedro Henrique, no primeiro tempo, e por Paulo Baya, no fim da segunda etapa, foram os primeiros sofridos pelo Criciúma no Majestoso desde o dia 15 de junho. Na 13ª rodada, quando o Tigre empatou em 1 a 1 com o Ceará, maior rival do Fortaleza.

Além disso, o jogo marcou o fim de um tabu histórico. Foi a primeira vez que o Fortaleza venceu o Tigre no Majestoso, local, onde os dois times chegaram a decidir a Série B de 2002.

Com o resultado, o Criciúma estaciona nos 44 pontos, mas corre o risco de perder a liderança nesta rodada. Na terça-feira, o Juventude recebe o CRB, e se vencer assume a primeira posição.

E é justamente o CRB o próximo adversário do Tigre. No domingo, o Criciúma encara o time alagoano no estádio Rei Pelé, em Maceió, às 18h.

O técnico Eduardo Baptista teve dois desfalques importantes. O zagueiro Luciano Castán, com uma lesão na coxa esquerda, e Waguininho, suspenso. O jovem Ruan Carvalho, de apenas 19 anos e Cauê Santos foram os escolhidos para substituí-los.

Com a bola rolando, a primeira chance do jogo foi do Fortaleza. Logo aos três minutos, escanteio pela esquerda que Pedro Henrique desviou de uma maneira um tanto quanto estranha. A bola foi em direção ao gol e o goleiro Airton tirou de soco.

Aos seis, a resposta do Criciúma, em uma grande chance perdida por Otero. Willean Lepo recebeu pelo lado direito, arrancou em direção ao gol e tocou para dentro da área onde estava o venezuelano, que da marca do pênalti, bateu de primeira. A bola subiu demais e passou sobre o gol defendido por João Ricardo.

Aos 10, Otero, que jogou com o apelido Scorpion estampado na camisa, teve mais uma chance. Desta vez, na especialidade dele: a bola parada. Mesmo com pouco ângulo, o venezuelano colocou muito veneno na batida, que passou perto.

O Fortaleza, que marcava forte, apostava no contra-ataque, mas assustava mais nas cobranças de escanteio. Aos 14, em uma dessas chances, a bola passou por todo mundo, bateu na coxa do jogador do Fortaleza e quase entrou. Por sorte, passou ao lado da meta de Airton.

O Criciúma tinha dificuldade na criação e também em conseguiu rodar a bola como está acostumado nos jogos do Majestoso. A alternativa foi arriscar de fora da área, como Gui Lobo, aos 25 minutos. A defesa do time ceaerense afastou errado e o volante do Tigre bateu de longe, mas a bola foi por cima.

Aos 26, o Criciúma conseguiu trabalhar a bola e criou a melhor chance. Willean Lepo tabelou com Fellipe Mateus no meio de campo e deixou o lateral sozinho na esquerda. Ele tocou para Cauê Santos, que devolveu para Lepo, que bateu para o gol, mas parou em João Ricardo. No rebote, Fellipe Mateus chutou para fora.

O Fortaleza, como sempre, era forte nos escanteios. Aos 31, Maílton levantou a bola na área do Criciúma, na cabeça do zagueiro Cardona que subiu alto e finalizou por cima da meta defendida por Airton.

O jogo ficou truncado, com muitas faltas pelos dois lados. Até que quando o primeiro tempo se encaminhava para a reta final, o Fortaleza chegou ao gol. No contra-ataque, Luiz Fernando fez boa jogada pelo lado esquerdo e tocou para Pedro Henrique dentro da área que bateu de primeira, colocado, quase no ângulo de Airton. Golaço no Majestoso.

Mudanças melhoram o time

Na segunda etapa, o técnico Paulo Autuori mexeu na estrutura da equipe. Tirou o zagueiro Ruan para a entrada de Hiago, que passava a ser um ala pela esquerda, na frente de Marcelo Hermes, que passava a jogar mais recuado.

A primeira chance veio aos seis minutos, com Cauê Santos, sozinho na frente do gol, mas o centroavante bateu fraco, no meio, sem perigo para João Ricardo. No minuto seguinte, Lepo teve uma grande chance. O camisa 97 apareceu livre no lado direito e finalizou cruzado, mas Cardona conseguiu fazer o desvio e mandar a bola para fora.

Aos poucos, o Criciúma passava a gostar do jogo, e empurrar o Fortaleza para o campo defensivo. Mas faltava mais qualidade na frente.

Em busca do empate, Baptista fez as duas mudanças protocolares nas últimas rodadas: as entradas de Nicolas e Jhonata Robert, desta vez, nas vagas de Cauê Santos, que chegou a receber vaias da torcida quando deixou o campo, e Gui Lobo,

Aos 19, foi a vez de Airton brilhar. No contra-ataque, Miritello arrancou, ganhou a disputa no corpo do zagueiro César Martins, invadiu a área, mas parou no goleiro tricolor. No rebote, o camisa 9 pegou a bola e levantou na cabeça de Luiz Fernando, mas Airton pegou mais uma.

O Criciúma era melhor em campo. Tinha a bola, mas não assustava na frente. Cada ataque, consagrava o goleiro João Ricardo, que ainda assim, pouco se esforçava. Como aos 25 minutos, quando Otero bateu de longe, fraca, no meio, facilitando a vida do camisa 1 do Fortaleza.

Já o Fortaleza, que estava contente com o resultado, pouco chegava à frente. Quando atacou, Maílton bateu de longe, por cima do gol.

Parecia que só uma bola parada de Otero poderia salvar. E a grande chance apareceu aos 33 minutos, quando Yuri Tanque, que fazia a estreia pelo Criciúma, foi derrubado perto da entrada da área por Lucas Sasha. Mais de três minutos de espera até a cobrança. E na hora da batida, o chute acabou na barreira.

O time não ameaçava. Aos 38, Jhonata Robert arriscou da intermediária, mas o chute foi rasteiro, fraco, direto para a linha de fundo. E por pouco, não ultrapassou a linha.

Já o Fortaleza aproveitou e matou o jogo. Paulo Baya, que não marcava há 22 jogos, recebeu na área e bateu na saída de Airton. A bola ainda bateu na trave antes de entrar e confirmar a vitória do Fortaleza.

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