A passagem do transporte coletivo em Criciúma pode sofrer um reajuste de mais de R$ 4. Em novo relatório técnico, a Agência Reguladora Intermunicipal de Saneamento (AGIR) reconheceu o desequilíbrio econômico-financeiro do contrato do transporte coletivo criciumense e a necessidade de restabelecer as condições econômicas. O estudo técnico adotado pela agência aponta uma tarifa técnica de R$ 9,35, enquanto a tarifa pública paga atualmente pelos usuários permanece em R$ 5,25.
A possibilidade de aumento foi comentada pelo presidente do Conselho Municipal de Transporte Público, Eduardo Topanotti, que informou ter recebido o estudo técnico da AGIR na última terça-feira, 4.
Segundo Topanotti, o material possui cerca de 100 páginas e apresenta diferentes cenários para recompor o equilíbrio econômico-financeiro do contrato. Na Decisão nº 337/2026, a AGIR adotou o chamado Cenário 4A, que prevê a atualização da tarifa técnica para R$ 9,35, considerando como data-base abril de 2026.
Apesar do valor reconhecido pela agência reguladora, isso não significa que a passagem será reajustada automaticamente. A tarifa pública é definida pela Prefeitura de Criciúma, que poderá optar por manter o valor atual e complementar a diferença por meio de subsídio público. Outra possibilidade prevista na decisão é uma solução híbrida, com compensação financeira direta entre o Município e a concessionária, desde que haja acordo entre as partes.
A decisão da AGIR também estabelece prazo de 15 dias úteis para a apresentação de recursos administrativos, período em que o Município e a empresa concessionária poderão contestar a metodologia, os cálculos ou as conclusões do estudo. Além disso, a Prefeitura terá 30 dias para informar quais medidas pretende adotar em relação à política tarifária e ao cumprimento da decisão.
“Diante desse cenário, o Conselho Municipal de Transporte Público aguardará o transcurso dos prazos administrativos e as manifestações das partes antes de qualquer posicionamento conclusivo”, pontua Topanotti.




