A Justiça Federal de Santa Catarina absolveu seis réus em um dos processos relacionados à Operação Ouvidos Moucos, que investigou o desvio de recursos públicos no ensino à distância na Universidade de Santa Catarina (UFSC).
Deflagrada em setembro de 2017, a ação ganhou repercussão nacional após o suicídio do reitor da UFSC na época, Luiz Carlos Cancellier, que chegou a ser preso na investigação.
Em outro processo que trata da mesma investigação, outros réus do caso ainda aguardam julgamento.
A denúncia que terminou com as absolvições foi a segunda feita pela operação. Nessa fase, a Polícia Federal apurou serviços de locação de veículos e atividades relacionadas ao programa Universidade Aberta do Brasil (UAB).
No documento de sexta, o juiz Nelson Gustavo Mesquita Ribeiro Alves julgou improcedente a denúncia apresentada pelo Ministério Público Federal (MPF) por insuficiência de provas. A 1ª Vara Federal também citou que o Tribunal de Contas da União (TCU) concluiu não ter ocorrido superfaturamento nos contratos.
Com a decisão, foram absolvidos:
Sonia Maria Silva Correa de Souza Cruz
Murilo da Costa Silva
Maria Bernadete dos Santos Miguez
Márcio Santos
Lúcia Beatriz Fernandes
Aurélio Justino Cordeiro
O que investigou a Operação Ouvidos Moucos?
A ação foi desencadeada para desarticular uma suposta organização criminosa que teria desviado recursos de cursos de Educação a Distância (EaD) oferecidos pelo programa Universidade Aberta do Brasil (UAB) na UFSC. Entre 2006 e 2017, foram repassados R$ 80 milhões para o programa.
Morte de reitor
Afastado da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC) após uma das fases da operação, o ex-reitor Luiz Carlos Cancellier foi encontrado morto no Beiramar Shopping, em Florianópolis, na manhã de 2 e outubro de 2017.
Durante a investigação, ele alegou que não interferiu em investigações da corregedoria-geral da universidade e considerou como “traumática” a sua prisão e afastamento da UFSC na ação.
*Com informações do g1




