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Criciúma
terça-feira, agosto 4, 2026

Internação involuntária: Criciúma encaminha mais pessoas em situação de rua

Medidas foram adotadas após avaliação médica, e conforme os critérios previstos em lei

A Prefeitura de Criciúma realizou uma nova ação integrada de atendimento a pessoas em situação de rua. Com apoio da Polícia Militar, três indivíduos que enfrentam quadros de dependência química foram encaminhados para internação involuntária. A ação foi coordenada pelas secretarias de Saúde e Assistência Social.

A medida busca assegurar atendimento especializado a pessoas que, em razão da gravidade da condição de saúde, necessitam de proteção e acompanhamento intensivo. A internação involuntária é utilizada de forma excepcional, mediante avaliação médica e quando as alternativas de tratamento fora do ambiente hospitalar se mostram insuficientes.

“Nosso trabalho é unir Assistência Social, Saúde e as forças de segurança para garantir uma abordagem que assegure tratamento adequado, mais tranquilidade para a comunidade e condições para que essas pessoas reconstruam suas vidas”, ressalta o prefeito de Criciúma, Vagner Espindola.

A atuação das equipes municipais começa antes do encaminhamento para uma unidade de saúde. Os profissionais realizam abordagens, escutam as pessoas atendidas, avaliam cada situação e oferecem as alternativas disponíveis na rede pública. A internação involuntária é considerada quando a avaliação técnica demonstra que as demais possibilidades de cuidado não são suficientes.

“O trabalho começa com a escuta e a tentativa de adesão voluntária ao tratamento. A internação involuntária é adotada somente em situações específicas, quando a avaliação técnica demonstra que outras alternativas não são suficientes. O objetivo é interromper um ciclo de sofrimento e criar condições para a recuperação e a retomada da autonomia”, explica a secretária municipal de Assistência Social, Dudi Sônego.

O acompanhamento social também busca identificar vínculos familiares e comunitários que possam contribuir para o processo de recuperação. Após a etapa clínica, a rede municipal permanece articulada para auxiliar na continuidade do cuidado e na construção de possibilidades de reinserção social.

Decisão baseada em critérios médicos

Conforme previsto em lei, a indicação da internação involuntária cabe aos profissionais de saúde e deve ser fundamentada em laudo médico. Durante o tratamento, os pacientes recebem acompanhamento de equipe multiprofissional, com ações direcionadas à desintoxicação, à estabilização do quadro clínico e à elaboração de um plano terapêutico individualizado.

“A indicação da internação é uma decisão médica, fundamentada no quadro clínico de cada paciente. A partir do encaminhamento, o usuário passa a receber acompanhamento multiprofissional, com foco na desintoxicação, na estabilização e na construção de um plano terapêutico. Todo o processo precisa respeitar a legislação, os protocolos de saúde e os direitos da pessoa atendida”, destaca o secretário municipal de Saúde, Deivid Freitas Floriano.

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