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sexta-feira, julho 31, 2026

Homem simula acidente de carro em rio para encobrir assassinato de ex em SC

O que parecia ser a morte de uma mulher em um acidente de carro, passou a ser investigado como assassinato cometido pelo ex-companheiro e pelo ex-sogro da vítima. A Polícia Civil revelou nesta sexta-feira, 31, que Débora Ester de Biazi Dambros foi, na verdade, vítima de feminicídio.

Os suspeitos, que não tiveram os nomes revelados, foram presos e confirmaram a autoria do crime à polícia. O ex-companheiro de Débora chegou a ir na delegacia para registrar um boletim de ocorrência por desaparecimento, que teria ocorrido na noite anterior, em 20 de julho.

O até então acidente aconteceu na tarde de 21 de julho, quando o carro em que Débora estava foi encontrado submerso no Rio Barra Grande, em São Carlos, cidade de 10 mil habitantes no Oeste de Santa Catarina. O corpo de Débora, de 24 anos, estava fora do automóvel, às margens do rio.

A farsa começou a ser desmontada com o laudo da perícia, que apontou causas da morte incompatíveis com um acidente de trânsito.

Segundo o delegado Cláudio Vieira, responsável pelo caso, Débora foi morta por asfixia dentro de casa com um golpe conhecido como “mata-leão” aplicado pelo ex-companheiro com quem manteve um relacionamento por 12 anos.

A motivação para o assassinato, segundo a investigação, foi a não aceitação do término da relação e do novo relacionamento da vítima. Os dois filhos do casal, de 8 e 2 anos, estavam na residência no momento do crime, ocorrido na cidade vizinha de Xaxim.

A polícia narrou em coletiva à imprensa que após matar a ex-companheira, o suspeito colocou o corpo no carro e, com o auxílio do próprio pai, dirigiu até São Carlos, onde atirou o veículo de uma ponte para simular um acidente de trânsito.

“O autor do crime, inclusive, no dia 21, pouco antes do corpo ser encontrado, procurou a delegacia de polícia e fez um boletim de ocorrência noticiando o desaparecimento da vítima. Dizendo que ela estava alterada, que estava terminando o relacionamento, e que ela poderia ter se envolvido num sinistro de trânsito ou até mesmo cometido suicídio”, informou o delegado.

Além disso, a polícia descobriu que o ex-companheiro utilizou o telefone celular da vítima após a morte para enviar mensagens ao novo parceiro de Débora, simulando que ela ainda estava a caminho e que enfrentava problemas no veículo.

“Ele continuou usando o telefone dela, mandando algumas mensagens para outra pessoa como se fosse ela, dizendo que estava indo até lá. E que no caminho estava tendo problemas com o carro, com as luzes, que estava com pouca bateria…”, disse Everson Bavaresco, agente de polícia.

A Polícia Civil segue investigando o caso para analisar outros materiais apreendidos e aguarda a quebra de sigilo telefônico dos envolvidos.

*Com informações do g1

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