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quinta-feira, outubro 8, 2026

Operação Catilina investiga infiltração de facção na política de Itapoá

Ministério Público investiga ameaças e distribuição de benefícios para obtenção de apoio político

O Ministério Público de Santa Catarina (MPSC) deflagrou, na manhã desta quarta-feira, 29, a Operação “Catilina” para investigar a suposta infiltração de uma organização criminosa no meio político de Itapoá. Durante a ação, foram cumpridos oito mandados de busca e apreensão contra três investigados no município.

A operação é coordenada pela 39ª Promotoria de Justiça da Capital, com apoio do Grupo de Atuação Especial de Combate às Organizações Criminosas (GAECO). As ordens judiciais foram expedidas pela Vara Estadual de Organizações Criminosas (VEOC) e cumpridas exclusivamente em endereços localizados em Itapoá.

Segundo o Ministério Público, a investigação teve início após informações encaminhadas à 1ª Promotoria de Justiça de Itapoá. Os elementos reunidos até o momento apontam que uma organização criminosa teria atuado para influenciar o cenário político local, buscando favorecer determinados candidatos e ampliar sua influência no município.

Ainda conforme as investigações, benefícios e auxílios teriam sido distribuídos em comunidades sob influência da facção como forma de obter apoio político. O MPSC também apura denúncias de ameaças, intimidações e constrangimentos contra moradores para que manifestassem apoio a candidatos específicos.

Os investigadores também apuram a existência de possíveis vínculos entre agentes políticos, empresários e integrantes da organização criminosa, em uma estrutura que teria como objetivo fortalecer os interesses da facção.

Todo o material apreendido será encaminhado à Polícia Científica para realização de perícias. As evidências serão analisadas pelo GAECO, que dará continuidade às investigações para esclarecer os fatos, identificar outros possíveis envolvidos e aprofundar a apuração.

A investigação tramita sob sigilo judicial. Conforme o MPSC, novas informações serão divulgadas apenas quando houver autorização para a publicidade dos autos.

O nome da operação faz referência a Lúcio Sérgio Catilina, personagem da Roma Antiga ligado à chamada “Conjuração de Catilina”, episódio histórico associado à articulação de interesses voltados à obtenção e manutenção do poder por meio de alianças clandestinas.

Foto: MPSC

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