Criciúma
Paulo Paixão
A professora, sindicalista e presidente licenciada da Confederação dos Trabalhadores no Serviço Público Municipal (Confetam), Jucélia Vargas Vieira (PT), intensifica a agenda de pré-campanha à Câmara dos Deputados com uma série de visitas por diferentes regiões de Santa Catarina. Pré-candidata do Partido dos Trabalhadores no Sul do Estado, ela afirma que tem concentrado esforços em dialogar com sindicatos, movimentos sociais, organizações de mulheres e do movimento negro, defendendo que o Congresso Nacional precisa voltar a priorizar políticas públicas e os interesses da população.
Contato direto
Segundo Jucélia, o período de pré-campanha tem sido dedicado ao contato direto com os eleitores e à apresentação de sua trajetória. “É o momento de dialogar com as pessoas, de fazer com que quem já conhece nosso trabalho também apresente essa pré-candidatura a outras pessoas”, afirma. Com mais de quatro décadas de atuação no serviço público, ela destaca que sua caminhada política é resultado da experiência acumulada como professora, diretora de escola e dirigente sindical. Também lembra que foi candidata a vereadora em Criciúma.
Trajetória marcada pela educação
Natural de uma família numerosa, Jucélia conta que foi a primeira entre os irmãos a ingressar no ensino superior. Formou-se em Ciências Biológicas na então Fucri, atual Unesc, e posteriormente concluiu o mestrado em Educação. Ela também destaca sua atuação no movimento negro e sua experiência como vice-presidente da ONG Mulheres Negras Professora Maura Martins Vicência. Segundo a pré-candidata, essas vivências reforçaram sua compreensão sobre a necessidade de ampliar políticas públicas voltadas à igualdade de oportunidades. “Não queremos apenas políticas de solidariedade. Queremos políticas de Estado a que garantam direitos para toda população”, afirma.
Congresso como foco da disputa
Para Jucélia, a principal motivação da candidatura é a possibilidade de atuar diretamente na elaboração das leis que impactam a vida dos trabalhadores. Ela critica medidas aprovadas nos últimos anos, como a Reforma da Previdência e a Reforma Trabalhista, além de defender a valorização do serviço público, dos servidores e da educação. Na avaliação da pré-candidata, muitas das reivindicações defendidas pelos sindicatos acabam esbarrando no Congresso Nacional. “É no Parlamento que se decide quanto será investido em saúde, educação, segurança e assistência social. Precisamos defender esses interesses”.
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