O Museu Histórico e Geográfico Augusto Casagrande faz parte da memória de Criciúma. O espaço que reúne documentos, fotografias, mobiliário, objetos do cotidiano e artefatos que contam a trajetória da cidade, agora terá uma estrutura mais adequada para serem preservados. Nesta terça-feira, 7, a Prefeitura de Criciúma assinou a Ordem de Serviço para o início da restauração completa do espaço, com investimento de R$ 882 mil.
A intervenção prevê a recuperação do telhado e do assoalho, elaboração e execução de projetos arquitetônico e hidrossanitário, adequações sanitárias, implantação de acessibilidade conforme as normas técnicas, instalação de sistema de climatização e melhorias no mobiliário interno. O objetivo é garantir a conservação do patrimônio histórico e oferecer mais segurança, funcionalidade e conforto aos visitantes.

Casa preserva a memória de imigrantes italianos
Construído em 1920 e conhecido pelos criciumenses como “Casarão”, o imóvel foi residência do imigrante italiano Augusto Casagrande, de sua esposa Cecília Darós e dos 15 filhos do casal – 14 homens e uma mulher.
Filho da única filha mulher e neto do patriarca Casagrande, o médico psiquiatra Dr. Joacy Casagrande Paulo, atualmente com 89 anos, junto da esposa, Maria Madalena Ciulla Paulo, doaram o imóvel ao município de Criciúma em 1980, durante as comemorações do centenário da colonização de Criciúma. O casal também esteve presente no ato de assinatura da Ordem de Serviço.
Localizado na rua que leva o nome da matriarca da família, hoje o museu abriga um acervo com mais de 1,3 mil peças, entre documentos históricos, fotografias, utensílios domésticos, mobiliário, objetos pessoais e artefatos indígenas.

Monumento passará por restauração
Durante sua fala na cerimônia de assinatura da Ordem de Serviço, a presidente da Fundação Cultural de Criciúma (FCC), Cristiane Maccari Uliana Zappelini, ressaltou que a restauração representa um investimento na preservação da identidade do município. “Hoje é um dia muito feliz para a cidade, para o bairro Comerciário e para a Fundação Cultural. A gente entrega essa ordem de serviço que tem um significado muito importante, porque é o restauro da memória e da história da cidade”, destacou.
A restauração faz parte das ações previstas em um Termo de Ajustamento de Conduta (TAC) firmado entre o Ministério Público de Santa Catarina (MPSC) e o Município de Criciúma.
A empresa vencedora do edital de chamamento público é a ConstruCity, a mesma construtora que fez a restauração do Centro Cultural Jorge Zanatta.
Segundo o prefeito de Criciúma, Vagner Espindola, a obra deve ser inaugurada antes do Natal. “Nós vamos inaugurar essa obra antes ainda de dezembro”, afirmou Vaguinho.
Com o início das obras, Criciúma dá mais um passo para preservar um espaço que atravessou gerações e continua sendo um dos principais guardiões da memória do município, garantindo que esse patrimônio permaneça acessível e protegido para as futuras gerações.

Presente na cerimônia, o neto de Augusto Casagrande, Dr. Joacy, que atualmente reside em Porto Alegre, compartilhou que sente muita alegria em visitar a cidade, ainda mais em um momento tão especial para a família Casagrande. “Aqui é onde eu passei a maior parte da minha infância, porque nós morávamos aqui perto, meu pai, minha mãe e eu. E eu vivia normalmente aqui, junto com o nono, e eu era sempre muito bem recebido. […] E hoje eu volto aqui, não posso mais ver meu nono ou minha nona, que já estão lá em cima com Deus, mas posso ver a casa deles transformada num museu e representando não somente alguns Casagrandes, mas todos os colonos, todas as famílias italianas que com ele vieram de navio diretamente da Itália até aqui, e aqui plantaram essa grande cidade”, enfatizou Dr. Joacy.
Confira algumas imagens do Museu Augusto Casagrande:










