Tiago Monte
Blumenau
Tudo se desenhava para o Caravaggio conquistar mais uma vitória importante na Série B do Campeonato Catarinense. Entretanto, nos acréscimos do segundo tempo, o time levou dois gols e acabou perdendo para o Metropolitano, ontem, por 2 a 1. A partida aconteceu no estádio do Complexo Esportivo Bernardo Werner, em Blumenau. Rodrigo Milanez fez 1 a 0 para o Azulão aos 18 minutos da etapa final. Evaristo chegou a fazer 2 a 0, aos 27 minutos, mas o árbitro Julio Cesar Pfleger marcou um impedimento polêmico. Em seguida, tudo mudou para o Azulão: o mesmo Evaristo cometeu falta forte e foi expulso aos 34 minutos. O juiz deu 10 minutos de acréscimos e o time de Blumenau buscou uma virada improvável. Aos 50 minutos, Caetano empatou e, aos 52, Emanuel Baitler fez o segundo. No final, 2 a 1 para o Metropolitano e situação complicada para o Azulão na Sèrie B Estadual. “O Caravaggio é um time que joga futebol e vem mostrando isso nos jogos, e, infelizmente, a gente acaba levando o 2 a 1. É lamentável, é uma das derrotas mais doloridas da minha carreira”, diz o técnico Silvio Criciúma, ao final do jogo.
A primeira etapa foi equilibrada, com ambos os times buscando o ataque, mas com poucas chances claras de gol. Aos 11 minutos, Hugo Cordeiro bateu forte, cruzado, pela esquerda, mas Kauã pegou firme. O Caravaggio errava muitos passes no meio e não conseguia incomodar o goleiro Caio Bolonhin. Uma das poucas chances do Azulão aconteceu aos 35 minutos, após cobrança de escanteio, Rafael cabeceou e o goleiro pegou, sem dificuldade. Aos 41 minutos, Caetano saiu jogando errado, Othávio ficou com a bola, mas finalizou fraco e Caio pegou. No final do primeiro tempo, empate sem gols e com poucas emoções.
No segundo tempo, tudo mudou. Os dois times buscaram o gol. Kauã fez boas defesas, logo nos primeiros minutos. Aos 10 minutos, Cristiano deu uma “casquinha” e DW finalizou forte, mas a bola saiu. Lance de perigo do Metropolitano. Aos 13 minutos, Othávio fez boa jogada individual e bateu para fora. Aos 18 minutos, João Viel bateu escanteio, Rafael desviou e Rodrigo Milanez completou para o gol: 1 a 0 para o Caravaggio. A partir daí, o Metropolitano foi para cima e o Carava explorou os contra-ataques. Aos 21 minutos, após cruzamento, Jean Roberto bateu e Kauã fez uma grande defesa e salvou o Caravaggio. Aos 27 minutos, um lance polêmico: Henik dividiu com o marcador e a bola sobrou para Evaristo, que avançou livre e finalizou para marcar 2 a 0. Porém, o juiz Julio César Pfleger marcou impedimento. A comissão técnica e os jogadores do Caravaggio chegaram a iniciar uma reclamação, pois o lance era muito ajustado. Aos 29 minutos, João Victor bateu forte e a bola tirou tinta da trave.
Aos 34 minutos, o rumo da partida começou a ser alterado. Evaristo, que já tinha cartão amarelo, fez uma falta forte em DW e foi expulso. O Caravaggio ficou com 10 jogadores em campo. Por volta dos 39 minutos, o goleiro Kauã pediu atendimento e os jogadores do Metrô alegaram “cera”. O Metropolitano passou a pressionar o Azulão. O árbitro do jogo deu 10 minutos de acréscimo e o Caravaggio não resistiu. Aos 50 minutos, após a zaga do Caravaggio afastar uma bola cruzada, Caetano bateu forte, a bola desviou em Jean Roberto, também do Metropolitano e “matou” o goleiro Kauã: 1 a 1. E a situação do Carava ficou ainda pior: aos 52 minutos, Caetano cruzou a bola na área, Rodrigo Gaia desviou de cabeça e Emanuel Baitler deu números finais ao jogo: 2 a 1 para o Metropolitano e um péssimo resultado para o Azulão que se complica na Série B do Catarinense. “É muito doído, sofrido, da forma que aconteceu. Eu acho que não foram os 10 minutos de acréscimos. Tenho dúvida em um lance de impedimento nosso, que poderia ser o segundo gol. Vou torcer para que esteja impedido, porque era um gol de definição de resultado, e acho que 10 minutos foi muito tempo, não tinha necessidade”, pontua Silvio Criciúma.
O treinador do Caravaggio diz que vai trabalhar para que a equipe supere, o mais rápido possível, a derrota de ontem – que foi a segunda seguida na competição estadual. “Nós estaremos na briga, lá no final. É fazer essa derrota sair mais rápido do corpo, da mente. Fazer uma semana melhor ainda, já que foi uma semana muito boa, essa que passou. Infelizmente, hoje (ontem), os deuses do futebol, o acaso do futebol, não nos favoreceu, na parte final do jogo, porque estava controlado para a gente vencer o jogo por 1 a 0, com um jogador a menos”, finaliza Silvio.



