Tiago Monte
Criciúma
Após a vitória deste sábado, diante do Sport, o técnico Eduardo Baptista valorizou o triunfo carvoeiro, pois, segundo ele, o time pernambucano estará entre aqueles que brigaram pelo acesso. “Nós não ganhamos de qualquer equipe, ganhamos de uma equipe altamente qualificada e que, fatalmente, vai brigar (pelo acesso) até o fim. Então, essa vitória tem um peso muito grande para a gente fortalecer o nosso mando”, pontua.
Para o treinador, o Criciúma precisa seguir “com os pés no chão” e manter a humildade na Série B. “Um primeiro tempo, de novo, muito envolvente. Acho que o Sport não conseguiu se encontrar no jogo e a gente criou, fez o gol. Tenho minhas dúvidas quanto ao primeiro gol do Waguininho, bastante estranho, mas faz parte. Buscamos o segundo (gol), poderíamos ter feito mais. Segundo tempo, jogo controlado e tivemos chances. O Sport é natural, jogadores de peso que vêm ali e preocupam. Por isso que a gente tem que matar o jogo quando a gente é superior. Estou muito feliz com esse momento, mas ‘pé no chão’ que ainda tem muita Série B pela frente. Jogos como esse ainda vão vir”, destaca.
O treinador se disse preocupado com a arbitragem do baiano Bruno Pereira Vasconcelos. E acredita que o juiz ficou nervoso com o jogo, por isso não esteve bem. “Do nosso lado tem o Rodrigo, tem o Castán, do lado deles tem o Benê (Marcelo Benevenuto), tem o Barletta, tem o Iury Castilho e eu senti que ele estava inseguro nesse sentido. Então, depois que tomou o cartão, tem muito o que fazer, é conversar, se estabilizar e tentar não tomar cartão”, diz.
Baptista valoriza o momento da defesa carvoeira que completou o terceiro jogo seguido sem levar gols. “Não levar gol na Série B, como em qualquer outro campeonato, mas principalmente a Série B, é muito favorável. No início, a gente sempre brinca e busca ser a defesa menos vazada. Buscar isso, mas sempre com seriedade. Fala-se muito dos três zagueiros, mas os dois volantes são importantes. A pressão que o Waguininho exerce, lá na frente, é importante. A pressão do Otero, do Fellipe Mateus…. Então, toda essa pressão, alivia o trabalho dos zagueiros. A gente fica feliz porque a Série B se decide em detalhes. E, se você não levar gol, na pior das hipóteses, você leva um ponto. Então, a gente trabalha bastante isso e a gente fica muito feliz”, finaliza.




