Sem garantia de pagamento, trabalhadores do HMISC ameaçam paralisação

Ideas não garante rescisões antes de deixar gestão. Nova administradora, vencedora do edital da Secretaria de Estado da Saúde, inicia hoje a transição

Thiago Oliveira

Criciúma

A Irmandade da Santa Casa de Misericórdia de São Bernardo do Campo (SBSBC), de São Paulo, inicia nesta terça-feira o processo de transição para assumir a gestão do Hospital Materno Infantil Santa Catarina (HMISC), em Criciúma. A mudança, que estava prevista apenas para junho, foi antecipada diante da crise instalada na unidade nas últimas semanas, quando funcionários relataram falta de medicamentos, insumos e até produtos de limpeza.

A troca de gestão, no entanto, chega em meio a um impasse que deixa os trabalhadores em situação de incerteza. O Instituto de Desenvolvimento, Ensino e Assistência à Saúde (Ideas), atual administrador do hospital, não deu garantias sobre o pagamento das rescisões contratuais nem sobre a regularização de pendências antes de encerrar o contrato com o Estado.

Assembleia

Diante disso, na tarde desta segunda-feira foi realizada uma assembleia para orientar os trabalhadores sobre o pagamento das verbas rescisórias e a recontratação de quem desejar permanecer no hospital após a mudança. Foi decidido, por unanimidade, que se as pendências não forem regularizadas até sexta-feira, haverá paralisação. “Então estamos tentando viabilizar isso, por isso a decisão da categoria de paralisação a partir de sexta, depois das 13h, caso não haja nada encaminhado e que garanta pelo menos o pagamento do mês”, explica o presidente do Sindicato dos Trabalhadores em Estabelecimentos de Saúde de Criciúma e Região (Sindisaúde), Cléber Ricardo da Silva Cândido.

Em caso de paralisação, 50% dos serviços de urgência e emergência do hospital funcionarão, além de 100% da UTI.

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