Em vídeo divulgado nas redes sociais, o prefeito de Criciúma, Vagner Espíndola, se pronunciou sobre a greve dos profissionais da Associação Feminina de Assistência Social de Criciúma (Afasc), deflagrada na manhã desta terça-feira, 12.
O gestor municipal disse estar preocupado com a paralisação dos professores, em vista de que o dissídio dos servidores municipais foi estabelecido recentemente e que, pela primeira vez, garantiu a possibilidade do profissional do magistério concursado receber o piso da categoria.
“Pela primeira vez, o dissídio garantiu a possibilidade de quem está no magistério, que é professor, receber, volto a dizer, pela primeira vez, o piso do magistério para o servidor público concursado. Aquele que fez o concurso e agora ingressou como servidor público municipal. Isso se deu com diálogo, isso se deu com divergências, mas isso se deu dentro do campo da responsabilidade”, afirmou. Espindola garantiu estar preocupado com a paralisação dos professores.
Espíndola ainda ressaltou que está do lado dos pais que não tiveram onde deixar seus filhos nesta terça, devido à paralização. “Nós estamos, e o prefeito está, do lado dos pais. Dos pais que, hoje, por exemplo, não tiveram onde deixar os seus filhos. Dos pais que tiveram que ficar em casa colocando em risco o seu próprio salário e o seu próprio sustento. De mães que já estavam indo para o trabalho e tiveram que voltar e ligar para a empresa dizendo que não iam trabalhar. De crianças que, talvez, teriam como primeira refeição aquela lá na Afasc”, destacou.
O prefeito ainda afirmou que pode haver o rompimento do contrato com a Afasc caso a situação não seja controlada e ressaltou que já notificou a instituição.
“Mas fiquem tranquilos, nós vamos restabelecer a ordem. Nós vamos, com essa notificação, exigir que a Afasc restabeleça todos esses serviços. Paralelo a isso, já estamos conversando com a Secretaria da Educação, que já está fazendo contato com outras instituições, porque, se a Afasc não resolver essa situação junto com o sindicato, nós resolveremos. Faremos a rescisão e contrataremos outras instituições para prestar esses serviços. Porque as crianças da cidade de Criciúma não vão ficar sem o serviço de creche”, pontuou.
Confira o vídeo na íntegra abaixo:
Em resposta à mobilização, a Prefeitura de Criciúma e a Afasc se posicionaram por meio de nota oficial. Confira as notas na íntegra abaixo:
PREFEITURA DE CRICIÚMA | NOTA OFICIAL
A Prefeitura de Criciúma informa que notificará a Associação Feminina de Assistência Social de Criciúma (AFASC) para adotar imediatamente todas as providências previstas em contrato para garantir a continuidade do atendimento nas creches administradas pela instituição.
A Administração Municipal não aceitará que crianças fiquem sem cuidado e sem alimentação e que mães, pais e responsáveis sejam impedidos de trabalhar por causa de um impasse entre a AFASC e o sindicato que representa os profissionais, esse reivindicando um reajuste salarial acima de 60%.
A Prefeitura reconhece o direito de reivindicação, mas considera inaceitável que uma paralisação penalize justamente as crianças e famílias que mais dependem desse serviço.
Diante desse cenário, a Secretaria Municipal de Educação já iniciou levantamento junto a empresas e instituições que atuam com educação infantil, buscando alternativas legais e seguras para reduzir os prejuízos às famílias e construir soluções definitivas para Criciúma.
O foco da Administração Municipal é proteger as crianças, cobrar o cumprimento do contrato por parte da AFASC e garantir estabilidade no atendimento às famílias criciumenses.
Prefeitura de Criciúma
AFASC | NOTA OFICIAL
Associação Feminina de Assistência Social de Criciúma (AFASC) esclarece que o impasse com o sindicato que representa seus profissionais tem como ponto central uma reivindicação de aumento salarial superior a 60%, situação sem paralelo nas demais categorias profissionais privadas.
A AFASC respeita seus profissionais e reconhece a importância da valorização dos educadores. Tanto que, em 2025, concedeu ganho real de 3% acima da inflação e, para 2026, apresentou proposta novamente com ganho real, avanços inéditos na história da entidade.
Apesar disso, o sindicato insiste em uma exigência incompatível com a realidade jurídica, financeira e contratual da AFASC. Assumir uma obrigação dessa dimensão significaria colocar em risco a sustentabilidade da instituição e a continuidade do atendimento a quase 6 mil crianças e famílias de Criciúma.
A AFASC seguirá adotando todas as medidas cabíveis para preservar os avanços já construídos, proteger sua sustentabilidade e garantir, dentro dos limites possíveis, a continuidade do atendimento às crianças.
Criciúma, 12 de maio de 2026
A Direção




