UTI neonatal é fechada para novas internações devido à bactéria KPC

Relatos sobre possível contaminação e falhas em materiais de limpeza começaram a circular nas redes sociais e geraram preocupação entre familiares de pacientes do HMISC

Alexandra Cavaler

Criciúma

As informações sobre o fechamento da Unidade de Terapia Intensiva (UTI) neonatal do Hospital Materno-Infantil Santa Catarina para novas internações, após o surgimento de uma bactéria multirresistente, vieram à tona nesse fim de semana, após relatos começarem a circular nas redes sociais. Mensagens compartilhadas entre familiares e moradores apontam preocupação com a situação enfrentada dentro da unidade, incluindo denúncias sobre possíveis falhas nos protocolos de limpeza e controle de infecção.

A repercussão aumentou depois da divulgação de conversas que mencionam o crescimento da referida bactéria em pacientes internados na UTI neonatal. Em uma das mensagens compartilhadas, há ainda a alegação de que materiais inadequados estariam sendo utilizados na higienização devido à falta de insumos apropriados.

O caso gerou apreensão entre familiares de recém-nascidos internados, além de mobilizar questionamentos sobre as condições de segurança sanitária na unidade hospitalar.

Sem previsão

Diante da situação, a direção da unidade hospitalar foi procurada e respondeu à reportagem, por meio de nota, na qual o HMISC informa que identificou, em pacientes da UTI Neonatal, casos de colonização por bactéria multirresistente do tipo KPC. “Situações dessa natureza representam ocorrência conhecida no contexto hospitalar de alta complexidade, especialmente em unidades críticas e neonatais, demandando monitoramento contínuo, protocolos rigorosos de controle de infecção e atuação técnica especializada. Neste momento, não há previsão de reabertura, o que somente ocorrerá quando os pacientes não apresentarem mais a bactéria”.

O documento diz ainda que desde a identificação dos casos, todas as medidas assistenciais, preventivas e de biossegurança recomendadas pelos protocolos sanitários e pelo Serviço de Controle de Infecção Hospitalar (SCIH) foram imediatamente adotadas, incluindo intensificação das rotinas de higiene e desinfecção, reforço das medidas de precaução, monitoramento microbiológico contínuo e revisão preventiva dos fluxos assistenciais da unidade.

Leia a matéria completa na edição desta segunda-feira, dia 11, do jornal impresso Tribuna de Notícias. Ligue para 4899109-5070 e garanta sua assinatura.

Últimas