Tiago Monte
Caxias do Sul/RS
O Tricolor Carvoeiro faz, no sábado, às 21h15, mais uma partida fora de casa pela Série B do Brasileiro. Após empatar com o Cuiabá, na reta final do jogo, o desafio, agora, é contra o Juventude. A partida será disputada no estádio Alfredo Jaconi. Com 11 pontos, o time treinado por Eduardo Baptista está na sexta colocação da tabela da Série B do Brasileiro. A busca é por mais três pontos para que o time siga no pelotão que lidera a competição. O Fortaleza está em primeiro com 14 pontos. Ou seja, dependendo da combinação de resultados, o Tigre pode encerrar a rodada com a mesma pontuação do primeiro colocado.
Para o jogo, Baptista deve promover a volta de Jhonata Robert ao time titular. Thiaguinho deve deixar o time com Fellipe Mateus jogando mais recuado. Essa é a tendência demonstrada em alguns treinos da semana. O restante da equipe deve ser mantido com Nicolas e Romarinho no ataque; Marcinho e Marcelo Hermes nas alas; Gui Lobo no meio; o trio de zaga formado por Ruan, Bruno Alves e Luciano Castán. No gol, Airton segue como titular, já que Alisson está lesionado, tratando de uma fascite plantar.
Os zagueiros César Martins e Rodrigo seguem fora do time. César treinou na segunda-feira e na terça, mas não participou das demais atividades. Ele permanece em transição, ainda sem trabalhos com bola, e está fora da partida. Já Rodrigo treinou apenas na segunda-feira e não voltou a campo nos dias seguintes.
Técnico reforça o objetivo de voltar à Série A
Com um ano de Criciúma completado na quinta-feira, dia 7, o técnico do Criciúma concedeu uma entrevista coletiva e falou sobre o momento histórico para ele e para o clube. O comandante carvoeiro deixou claro que está no Criciúma porque “é um lugar que ele queria estar” e reforçou o objetivo de levar o Tigre de volta à Série A do Brasileiro. “Quero poder devolver o Criciúma à Série A. Se eu quero estar aqui, você imagina como eu quero estar aqui dentro de uma Série A. Ver todo esse ambiente, essa cidade que respira futebol, numa Série A, então esse é o grande trabalho e o legado que eu procuro construir”, comenta.
Eduardo lembra qual foi o grande momento vivido, até agora, no comando do Criciúma. “O grande momento, ano passado, foi o jogo contra o Coritiba, onde ele teve muita representatividade. A gente pega um time de muita dúvida com uma carga negativa e, de repente, você sai para o primeiro lugar. Então, acho que foi um momento importante e a gente viu que a gente tinha condições de brigar até o final ali para chegar à Série A”, lembra.
Da mesma forma, o treinador comenta sobre o momento mais dificil enfrentado nos primeiros 365 dias de Criciúma. “O mais dificil foi a chegada. A gente encontrou um ambiente de cabeça baixa, de pouca confiança, que não vinha de resultados bons e, quando a gente chegou, nos dois ou três primeiros jogos, nós tivemos algumas dificuldades. A chegada aqui, no ano passado, os primeiros 20 dias foram bastante tensos, mas a gente conseguiu trabalhar com os jogadores, com o estafe, departamento médico, departamento físico e a área diretiva. São caras que estão sempre prontos a ajudar, sempre tem uma palavra amiga, uma palavra de incentivo e a gente saiu daquela fase, mas, com certeza, esse foi o grande momento de dificuldade nosso, o momento mais tenso”, pontua.
O treinador exalta a filosofia profissional do clube que se alinha à dele. “Nos últimos quatro anos, o Criciúma só tem vitórias. Mesmo colocando 2024, que foi um ano importante. O Criciúma jogou a Série A de igual para igual. Uma Série A que ela detona esses times de menor investimento, mas também eu não coloco como uma derrota. O Criciúma brilhou em 2024, em 2025 brigou nas cabeças e, esse ano, mais uma vez, brigando em cima, então prova que é uma filosofia correta”, enfatiza.
Para Eduardo, o foco dele está sempre no campo e buscando soluções para que o time melhore. “O meu problema vai estar sempre no campo. O problema e as soluções. Eu procuro me desligar um pouquinho do lado de fora para poder me concentrar. Eu não posso gastar energia com o externo. A gente procura estar mais focado e trabalhar bastante para achar soluções, graças a Deus aqui nós vivemos momentos difíceis, como todas as equipes vivem, mas esses momentos nunca duraram muito tempo. A gente rapidamente conseguiu recuperar. Nós nunca tivemos um período muito ruim por um grande período. Eu falo para os meus atletas: ser bom ‘no bom’ qualquer um consegue, quando você está ganhando qualquer um é bom, difícil é você ser bom ‘no ruim’, ser resiliente, passar confiança para os atletas. Esse ano, principalmente, com muitos atletas jovens. Já tem vários garotos surgindo e você está sempre com uma postura de confiança para eles. É assim que a gente procura trabalhar”, destaca.
Legado maioi é o trabalho com os jovens jogadores
Baptista ressalta que o principal legado que ele procura deixar no Criciúma é o trabalho com o jovens jogadores. Nesse ano, o goleiro Pedro, o zagueiro Ruan, o volante Thiaguinho e os meias Hiago e Bidu são os “carros-chefe” desse trabalho que o treinador lidera com a base. “Eu cheguei aqui com bastante cobrança. As pessoas cobram para usar a base, assim: pega os meninos, joga no time principal e vai. A base é um processo e eu tenho jogadores, hoje jogando em altíssimo nível de seleção brasileira que passaram por mim, Pedro do Flamengo, o Emerson Royal do Flamengo, o lateral esquerdo Arthur do Flamengo, entre outros jogadores como o Joeliton, que está na Europa hoje. Eu tenho muito sucesso e meus títulos estão muito mais nesses meninos que hoje rendem. O meu prazer de olhar esse menino jogando hoje rende muito mais, às vezes, do que das coisas que eu conquistei. Isso é importante: a gente começar a colocar isso em prática. A gente vê meninos como o Ruan, ainda com bastante situações para ele corrigir, para ele poder melhorar, se destacando, o próprio Thiago (Thiaguinho), o Hiago, o Pedro, que vai ser o grande goleiro do Criciúma, em muito pouco tempo, a gente tem conversado bastante com ele, entre outros, então você deixar esse legado é importante”, destaca.
Baptista reforça que procura dar respaldo para que as categorias de base se desenvolvam. “O trabalho não é chegar aqui e colocar para jogar. É você preparar e dar consistência para eles. ‘Ah, mas eles vão errar’. Eles vão errar e a gente tem que estar ali para dar o respaldo. E dar respaldo a base também. A partir do momento que você tira jogadores, que hoje são titulares no profissional, você vai causar o prejuízo lá. E eu fui. Tive o cuidado de, no momento difícil agora do Sub-20, de chamar o Roberto (Volpato, técnico do time Sub-20), e falar para ele: ‘você é bom, espera. Nós tiramos dois jogadores seus daqui, que fazem um peso gigante para o seu time. Faça o trabalho’. Ele ainda me colocou a linha de trabalho e as coisas vão acontecer. Então, é um trabalho que a gente tem que dar confiança para ele”, diz.
Baptista reforça a autonomia do técnico do time Sub-20. “Não interfiro no trabalho do Roberto, mas eu deixo ele tranquilo, para que, se ele precisar, ele vai ter um ombro aqui, ele vai ter uma conversa, uma palavra para a gente junto, porque ali é a nossa cesta. As apostas que nós faremos, vêm da base. Então a gente tem que proteger esse pote, tanto o treinador, dar respaldo para ele, dar confiança e, principalmente, dar confiança aos meninos, porque tem muitos meninos a vir aqui. Tem muitos que precisam passar pelas mesmas etapas que o Ruan passou, que o Thiago (Thiaguinho) passou, que o Hiago passou, que o Bidu está passando ali, e eu sempre falo para eles, para o Ruan, para o Thiago (Thiaguinho), para o Hiago, para o Bidu, para o Pedro, que eles são os ‘carros-chefe’. Por isso, a importância da seriedade com que eles conduzem tudo isso aqui, para dar esperança aos meninos que estão lá, dar a sensação de possibilidade. Então esse talvez seja o grande legado que eu deixo aqui”, finaliza.
Campeonato Brasileiro – Série B – 8ª Rodada
Sábado (09/05) – 21h15 – estádio Alfredo Jaconi, em Caxias do Sul
JUVENTUDE
Jandrei; Rodrigo Sam (Bernardo ou Titi), Messias e Gabriel Pinheiro; Nathan Santos (Raí Ramos), Luan Martins, Raí Silva, Lucas Mineiro (Mandaca) e Diogo Barbosa; Alan Kardec e MP. Técnico: Mauricio Barbieri
CRICIÚMA
Airton; Ruan, Luciano Castán e Bruno Alves; Marcinho, Gui Lobo, Fellipe Mateus, Jhonata Robert e Marcelo Hermes; Romarinho e Nicolas. Técnico: Eduardo Baptista
Arbitragem: Afro Rocha de Carvalho Filho; Auxiliares: Luis Filipe Gonçalves Correa e Schumacher Alves Gomes (trio da PB); VAR: Leonardo Rotondo Pinto (MG); AVAR: Marcus Vinícius Gomes (MG) e Gilberto Corrale (SP)




