Aterramento da área do Santa Vita é finalizado

Estrutura parada acumulava água e gerava preocupação com saúde pública

Thiago Oliveira

Criciúma

Depois de anos de reclamações, preocupação dos moradores e cobranças do poder público, a cavidade aberta na estrutura do empreendimento Santa Vita, no Centro de Criciúma, foi finalmente aterrada. O espaço, que estava tomado por água acumulada desde a paralisação da obra, em 2022, vinha sendo apontado como possível foco de insetos e outros problemas relacionados à saúde pública e segurança urbana.

Os trabalhos de aterramento foram concluídos e fazem parte das medidas estabelecidas em um Termo de Ajustamento de Conduta (TAC), firmado entre a empresa responsável pela obra, a Prefeitura de Criciúma e o Ministério Público.

Acompanhamento

Segundo o diretor da Defesa Civil de Criciúma, Fred Gomes, o acompanhamento da situação ocorre desde a interrupção dos trabalhos no local. “A Defesa Civil acompanha junto à municipalidade isso desde 2022. Foi em meados que teve a paralisação por conta da obra. A gente vem trabalhando gerenciamento de risco e de forma mais incisiva desde o ano passado, porque vimos que tinha uma problemática muito grande em relação à cavidade que tinha aqui. E a Defesa Civil, como atua no gerenciamento de risco, fez os encaminhamentos necessários para que a gente chegasse nessa resolução que está acontecendo”, afirma.

Canteiro de obras abandonado

Projetado para ser um centro de saúde de referência para a região, o Santa Vita acabou se transformando em um grande canteiro de obras abandonado em uma das áreas mais movimentadas da cidade. Com o passar do tempo, a estrutura passou a acumular água e gerar preocupação entre moradores e comerciantes próximos.

A possibilidade de proliferação de insetos levou equipes da Vigilância Sanitária e da Vigilância Epidemiológica a realizarem testes no local. “A gente começou lá atrás a fazer os testes para ver se aqui tinha alguma tendência de focos. A nossa vigilância sanitária e epidemiológica vieram aqui, colheram amostras. Tivemos uma negativa para a dengue e isso nos deixou um pouco mais tranquilos em relação. Mas a gente sabe que tem toda a questão de saúde pública envolvida dentro do processo”, diz Fred.

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