Pesquisadores da Unesc seguem com destaque internacional

Cientistas permanecem no ranking da Research.com, que reúne as principais pessoas em suas áreas de atuação

Quatro pesquisadores da Universidade do Extremo Sul Catarinense (Unesc) ganham destaque internacional. A relevância veio após os cientistas permanecerem no ranking da Research.com, que reúne os intelectuais mais influentes do mundo em suas áreas de atuação.

Na última edição, o professor da universidade, Felipe Dal Pizzol, aparece entre os destaques na seção de Medicina. Entre os principais nomes da Neurociência estão as professoras Gislaine Zilli Réus, Samira da Silva Valvassori e Josiane Budni.

A notoriedade leva em conta o impacto das pesquisas desenvolvidas, especialmente a partir do número de citações dos trabalhos na comunidade científica.

No contexto nacional, Gislaine ocupa a 22ª posição na Neurociência, Samira está em 28º lugar e Josiane aparece na 58ª colocação. Enquanto isso, Dal Pizzol figura na 34ª posição entre os pesquisadores da Medicina no país.

De acordo com Gisele Silveira Coelho Lopes, reitora em exercício da Unesc, a presença dos pesquisadores no ranking amplia o papel da universidade como referência em ciência com impacto social.

“Esse resultado evidencia o papel da nossa instituição como uma universidade comunitária comprometida com a vida e com o futuro das pessoas. São trabalhos que impactam vidas, orientam novos estudos e consolidam a Unesc como referência em produção científica de qualidade e compromisso social. É gratificante para uma universidade comunitária como a nossa conquistar o reconhecimento internacional por meio do trabalho altamente qualificado dos nossos pesquisadores. São profissionais que escolheram a ciência como carreira, e todas as conquistas representam o trabalho sério que realizam”, enfatiza Gisele.

“Compreendemos a ciência como um pilar essencial para o desenvolvimento do país. Investir em educação é, sobretudo, investir no futuro, ao fortalecer o avanço científico e promover o desenvolvimento socioeconômico. É com esse compromisso que seguimos ampliando o conhecimento e contribuindo para a transformação de realidades”, afirma a reitora licenciada e secretária de Estado da Educação, Luciane Bisognin Ceretta.

Reconhecimento

Para Felipe Dal Pizzol, o reconhecimento representa uma conquista importante tanto no âmbito pessoal quanto profissional. Ele ressalta que rankings como esse se baseiam em métricas que avaliam a relevância da produção científica, especialmente o número de citações, o que reflete a influência dos estudos no avanço do conhecimento.

“Muitos deles eram referências quando eu ainda era estudante. Estar ao lado desses nomes torna esse reconhecimento ainda mais especial. Essa conquista é coletiva, resultado do apoio institucional e do trabalho conjunto com estudantes e colegas de pesquisa. Por isso, figurar ou manter a posição 34 entre os 59 pesquisadores brasileiros presentes no ranking é algo muito importante”, destacou.

O ranking utiliza o índice H (H-index) como referência, ao medir a produtividade e o impacto dos cientistas com base no número de citações que seus artigos recebem. Quanto mais um profissional é citado, maior é a influência do seu trabalho na comunidade científica.

Mulheres no protagonismo

Na Neurociência, o destaque de três pesquisadoras da mesma instituição chama atenção. Para Samira Valvassori, o reconhecimento internacional é resultado de uma trajetória dedicada à ciência.

“É um reconhecimento muito importante. Não importa a posição; só de estar nesse ranking já é algo grande. Muitas vezes, no Brasil, as pessoas reconhecem, mas é bom ver esse reconhecimento internacional também. Estou muito feliz”, afirmou.

Ela também celebra o fato de três mulheres da Unesc integrarem a lista. “Acho esse fato uma vitória para nós enquanto mulheres pesquisadoras e também para a universidade, que investe e apoia. São trabalhos que impactam vidas, orientam novos estudos e consolidam a Unesc como referência em produção científica de qualidade e compromisso social”, completou.

Gislaine Zilli Réus destaca que o reconhecimento vai além do desempenho individual. Segundo ela, esse tipo de resultado reforça a importância de investir continuamente em pesquisa, na formação de recursos humanos e na colaboração entre instituições.

“Na área de neurociências, especialmente, em que os desafios são complexos e multidisciplinares, esse destaque contribui para fortalecer iniciativas que visam aprimorar a compreensão e o tratamento de condições psiquiátricas, incluindo a depressão. Receber essa classificação é um estímulo para seguir avançando, com rigor científico e compromisso social”, comentou.

Já a professora Josiane Budni comemora a permanência no ranking e afirma que a conquista é resultado de anos de dedicação à ciência.

“Ficar na 58ª posição por dois anos consecutivos é um presente enorme da ciência. É o reconhecimento de que estou no caminho certo, fazendo o que amo e contribuindo para algo maior. Meu trabalho é voltado ao envelhecimento e à doença de Alzheimer, buscando entender o cérebro e identificar fatores que possam reduzir riscos e promover uma vida mais saudável”, enfatizou.

Metodologia e critérios do ranking

O ranking da Research.com é construído principalmente com base em dados bibliométricos coletados de fontes como OpenAlex e CrossRef, além de outros repositórios. Essas bases fornecem informações sobre publicações e citações, essenciais para avaliar o impacto científico.

A posição de cada pesquisador é determinada pelo Índice D (uma variação do índice H por área), que considera apenas as publicações e citações dentro da disciplina específica, como a Neurociência. Esse critério permite medir com mais precisão a influência e a produtividade dos cientistas em seus campos de atuação.

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