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segunda-feira, agosto 31, 2026

Ministro manda soltar MC Ryan, MC Poze e dono da Choquei

Habeas corpus reconhece presença de falha na decisão que autorizou prisão por 30 dias

Messod Azulay Neto, ministro do Superior Tribunal de Justiça (STJ), determinou a soltura do funkeiro MC Ryan SP. A decisão foi tomada nesta quinta-feira, 23. O cantor foi preso durante uma operação da Polícia Federal. Esta decisão também se aplica para outros investigados, como MC Poze do Rodo e Raphael Sousa Oliveira, dono da página Choquei.

-O grupo é acusado de integrar um esquema suspeito de lavar mais de R$ 1,6 bilhão por meio de bets ilegais, rifas clandestinas, tráfico internacional de drogas, empresas de fachada, laranjas, criptomoedas e remessas para o exterior.-

Depois de algumas horas, no início da tarde desta quinta, a PF entrou com uma solicitação de prisão preventiva contra os investigados. De acordo com a corporação, a medida é necessária para garantir a ordem pública diante da gravidade do caso e do volume de recursos envolvidos. A decisão foi tomada após a avaliação de que há elementos suficientes para a conversão das prisões em preventivas.

O ministro Messod Azulay Neto, que é relator do caso no STJ, considerou que o decreto de prisão temporária por 30 dias é ilegal. Segundo ele, a própria Polícia Federal havia solicitado um prazo de apenas cinco dias e que este período já havia se encerrado.

O habeas corpus foi inicialmente concedido a MC Ryan SP, porém teve seus efeitos estendidos a outros presos na mesma operação que se encontrem em situação semelhante, o que inclui os demais funkeiros e influenciadores investigados.

MC Ryan está detido no Centro de Detenção Provisória Belém, localizado na Zona Leste de São Paulo. A Secretaria de Administração Penitenciária não informou quando ele será solto.

Por meio de nota, o advogado Felipe Cassimiro, responsável pela defesa do MC Ryan SP, afirmou que a decisão reconhece que houve “ilegalidade das prisões de MC Ryan, Diogo 305 e dos demais investigados no âmbito da Operação Narco Fluxo” e que “a consequência natural e jurídica desta decisão é a revogação da prisão, medida que decorre diretamente da própria decisão ao ser reconhecido o erro no prazo fixado para a prisão temporária”.

Cassimiro postou a decisão em uma rede social e comemorou: “Fizemos história. Obrigado, Deus!”

A Operação Narco Fluxo resultou de uma investigação que teve início muito antes dos mandados de busca e prisão.

De acordo com a Polícia Federal, o ponto de partida foi a análise de arquivos que estavam armazenados no iCloud, um sistema de armazenamento em nuvem da Apple, pertencente ao contador Rodrigo de Paula Morgado, que foram obtidos durante uma operação anterior, chamada de Narco Bet, que já era derivada da Operação Narco Vela, ambas foram deflagradas em 2025.

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