Uma madrugada marcada por longas filas. Em vídeo, uma mulher expõe a demora para atendimento no Hospital São José entre esta segunda e terça-feira, 20 e 21. Pacientes relataram espera de até quatro horas para serem atendidos.
Nas imagens, é possível ver pessoas em condições delicadas, algumas em cadeiras de rodas, outras visivelmente com dores intensas, permanecerem sem assistência adequada e sem previsão clara de atendimento.
No início deste mês, no dia 2 de abril, o Hospital São José de Criciúma havia divulgado uma nota informando sobre a situação crítica enfrentada na época pelo setor de Pronto Socorro, que operava acima da capacidade instalada, configurando um cenário de superlotação.
“Este contexto é reflexo do aumento expressivo da demanda por atendimentos de urgência e emergência, impactando diretamente a dinâmica assistencial e exigindo a adoção de medidas conjuntas entre os serviços que integram a rede de atenção à saúde. Diante disso, a instituição reforça a importância da atuação integrada entre os órgãos competentes, com foco na regulação adequada dos encaminhamentos e na otimização dos fluxos assistenciais, de modo a contribuir para o equilíbrio da demanda e a continuidade do atendimento à população”, constava no texto.
A situação reacende o debate sobre a estrutura e a gestão do atendimento hospitalar, além de levantar questionamentos sobre quais medidas estão sendo adotadas para evitar novos episódios como este.
O portal TN Sul entrou em contato com a assessoria do hospital, que emitiu uma nota sobre o ocorrido desta madrugada.
NOTA
O Hospital São José de Criciúma informa que tem conhecimento da situação registrada e reforça que o cenário da demanda no Pronto Socorro já vem sendo acompanhado e gerenciado pela instituição.
Destacamos que, em determinados momentos, o aumento da demanda, especialmente com a chegada de casos graves, pode impactar diretamente no tempo de espera dos casos classificados como de menor gravidade (cores azul e verde). Seguimos com a orientação da população para que busquem atendimentos nos postos de saúde e nas UPAS em casos de situações menos graves.
Confira o vídeo:
Créditos vídeo: Linha Verdade




