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Criciúma
quarta-feira, setembro 2, 2026

“Mascote Amigo” retoma atendimentos de cinoterapia em Criciúma

Projeto atende crianças deficientes matriculadas nos CEIs da Afasc e é realizado em parceria com a Polícia Militar

A manhã desta quinta-feira, 2, marcou o retorno das atividades do projeto de cinoterapia “Mascote Amigo”. A iniciativa é uma parceria entre a Associação Feminina de Assistência Social de Criciúma (Afasc) e o 9º Batalhão da Polícia Militar (BPM) e atende crianças com deficiência, especialmente com Transtorno do Espectro Autista (TEA), matriculadas nos Centros de Educação Infantil (CEIs) da instituição.

Nesta nova etapa, os atendimentos do projeto continuam funcionando de forma semanal, contemplando alunos dos grupos 4, 5 e 6. No primeiro dia, as crianças participaram de atividades orientadas com os cães da Polícia Militar (PM), que incluíam passeios, brincadeiras, escovação e comandos simples.

O projeto busca o desenvolvimento psicológico, social e cognitivo das crianças e utiliza a interação com os animais como ferramente terapêutica. Os principais benefícios que essa prática traz é a redução de ansiedade, estímulo sensorial e o fortalecimento de vínculos, o que contribui diretamente para a comunicação e a inclusão das crianças atendidas.

De acordo com a presidente de honra da Afasc, Gisele Bolan, o projeto “Mascote Amigo” reforça o compromisso com um cuidado mais qualificado. “Acreditamos em práticas que respeitam as individualidades e promovem o desenvolvimento integral das nossas crianças, especialmente aquelas com TEA. Essa parceria com a Polícia Militar é um exemplo de como a união de esforços amplia oportunidades e gera impacto real na vida das famílias atendidas. Nosso propósito é seguir fortalecendo ações que promovam vínculo, autonomia e inclusão em toda a nossa rede” afirma.

Atualmente, o 9° Batalhão de Polícia Militar disponibiliza três cães treinados para a cinoterapia. O Marley, que já atua nos atendimentos, a Kira, que também realiza esse trabalho e o Simba, que ainda está em formação. “Para nós, essa experiência também é transformadora. Estamos acostumados com a rotina da rua, com a adrenalina do serviço operacional. E, quando chegamos aqui, o cenário é completamente diferente. A gente desacelera e passa a enxergar o impacto direto desse trabalho. Ver o sorriso das crianças, perceber uma evolução, um pequeno avanço, isso já faz valer a pena”, destacou o cabo Jonatan Barbosa de Oliveira, que é um dos condutores dos cães.

Os atendimentos estão previstos para acontecer até novembro.

Foto: Manuela Linemburger

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